Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 217

POV: AIRYS

A forma como ele disse aquilo me atingiu direto no peito. Havia sinceridade. Preocupação. E... algo mais fundo. Algo que não precisava ser dito.

Abri os olhos, devagar, e encontrei os dele. Vi o medo de me perder ainda grudado ali no fundo, mesmo escondido sob o olhar firme e arrogante.

— Daimon… — Suspirei com um meio sorriso provocador. — Sou Lupina agora. Precisa atualizar meu apelido, Alfa Supremo.

A sobrancelha dele arqueou devagar, como se estivesse avaliando se devia responder com sarcasmo ou ação.

— Sua teimosia ainda é humana. — ele retrucou num tom mais baixo, profundo, a voz grave descendo uma nota até virar um sussurro rouco contra minha pele. — Eu te avisei para não se aproximar.

— Achou mesmo que eu o deixaria ser morto? — retruquei, rosnando de volta, firme, sem desviar os olhos dos dele. — Sou sua companheira, Alfa. Vai ter que aceitar que estarei ao seu lado. Nas guerras. Nos conflitos. No sangue.

Os olhos de Daimon brilharam mais intensos por um segundo. Um rugido abafado escapou dele.

— Me ofende pensar que Raiker seria capaz de me matar com uma mordida. — resmungou entre dentes, rosnando com raiva contida. Suas mãos apertaram com firmeza minhas coxas, e os olhos desceram, analisando minha boca antes de subir outra vez e me fitar com um olhar carregado de promessas. — Não vou me esquecer disso, pequena.

— Esquecer do quê? — franzi o cenho, sem medo, sem recuar.

Ele sorriu de lado, predador. As pupilas já dilatadas.

— De te punir por essa audácia. — respondeu antes de avançar com brutalidade controlada, selando minha boca com a dele em um beijo ainda mais intenso, mais exigente.

O calor me invadiu como uma explosão. Estremeci inteira, e arfei contra seus lábios. O beijo era uma marca. Uma promessa. Um aviso. E uma ameaça gostosa demais pra resistir.

As mãos dele seguraram firme, o corpo prensando o meu, a respiração dele se misturando à minha. Eu tremia. Meus dedos se cravaram em seus ombros, arfando mais alto do que pretendia.

Então, um barulho estourou no andar de baixo. Um estrondo. Algo batendo. Algo quebrando.

Nos afastamos aos poucos, os lábios ainda próximos, o fôlego descompassado.

O olhar de Daimon estava cravado em mim e mesmo com a tensão, não havia uma única gota de arrependimento ali.

Pelo contrário.

Seus olhos terrosos cintilaram em vermelho escuro, as pupilas dilatadas pela luxúria e pelo desejo que ainda queimava entre nós. Um riso rouco vibrava em seu peito, profundo, quase silencioso, mas que percorreu o pouco espaço entre nós e arrepiou cada pedaço do meu corpo.

Ele tocou meu queixo, acariciando devagar, os dedos marcando meu rosto com a firmeza de quem não pedia licença.

Outro grito. Mais alto.

E, em seguida, o som claro de algo sendo despedaçado lá embaixo.

Nos entreolhamos.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO