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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 218

POV: AIRYS

Agachei antes mesmo de pensar. Meus braços já abertos, prontos para recebê-los. E o que veio...

Foi o melhor abraço que uma mãe poderia receber na vida.

Três corpos pequenos me envolveram com força, sem se importar com equilíbrio, coordenação ou dor. Os bracinhos se apertaram ao redor do meu pescoço, do meu tronco, das minhas pernas. Era bagunçado. Desajeitado. Perfeito.

Eles soluçavam. Os rostos enfiados contra meu pescoço, meu colo, meu peito. Alec tremia, Theron fungava alto e falava palavras emboladas que eu não consegui entender. Orion... era o único que tentava conter as lágrimas.

Mas eu o senti. Seu corpo inteiro tremia. A respiração pesada, os punhos cerrados.

Ele também estava despedaçado por dentro.

— Meus amores... — sussurrei com a voz embargada, apertando os três contra mim. Beijei Alec na bochecha com carinho, depois Theron, e por fim segurei Orion pela nuca, encostando nossas testas. — Eu sinto tanto...

Apertei ainda mais.

— Nunca mais vou permitir que tirem vocês de mim. Nunca mais.

Eles se afastaram aos poucos, ainda colados a mim como se temessem que eu sumisse de novo. Levei a mão até o rosto de Orion e acariciei sua bochecha firme com o polegar. Ele manteve os olhos baixos, mas eu vi o tremor sutil nos cílios.

— Theron e Alec me contaram sobre a sua coragem, meu filho. — sussurrei com a voz embargada, suspirando com o peito apertado. — Você foi incrível.

Orion balançou a cabeça levemente, desviando o olhar.

— Eu... eu não consegui protegê-los na escola, mamãe. — a voz dele saiu baixa, trincada. — Eu tentei. Mas fiquei com medo. Eu... não fui forte.

Uma lágrima escapou sem permissão e deslizou por seu rosto. Ele tentou esconder virando o rosto, mas não deixei.

— Ei, olha para mim. — segurei seu rosto com as duas mãos, firme, erguendo o queixo dele com cuidado. — Você os ajudou a fugir. Ficou para trás por eles. Enfrentou o medo. Isso é ser forte, Orion.

Ele finalmente me encarou. Os olhos marejados, mas firmes. O coração dele era maior do que o mundo.

— Você é meu guerreiro valente. Tenho tanto orgulho de você... — sussurrei, e uma lágrima quente escorreu pelo meu rosto também.

Acariciei o rosto dos três, um por um. Meus dedos tocaram cada traço com delicadeza, como se eu ainda precisasse confirmar que estavam ali, de verdade. Tão vivos. Tão meus.

— Tenho orgulho de cada um de vocês. — declarei, com a voz tremendo. — De tudo o que passaram. De tudo o que enfrentaram.

E então os puxei mais uma vez para os meus braços, esmagando os três num abraço apertado, desesperado, cheio de amor. Beijei suas bochechas, seus cabelos, suas testas, enquanto eles riam, fungavam e gemiam de leve entre os braços espremidos.

— Eu amo vocês com cada parte de mim. — falei no meio de um beijo estalado na bochecha de Theron.

— Mamãe vai nos matar sufocados... — resmungou Theron, rindo com a voz abafada. — Já entendi, pode parar de nos encher de beijos.

— Tem muito mais de onde vieram esses. — provoquei com um sorriso safado, puxando Alec para mais um beijo barulhento na bochecha e atacando os três de novo.

— Papai, nos ajude! Ela vai nos matar de amor! — Alec gritou entre gargalhadas, o rostinho vermelho, os olhos brilhando enquanto se contorcia nos meus braços.

A frase arrancou uma risada inesperada de Daimon: profunda, grave, forte. Uma daquelas risadas que vibravam no peito dele e tomavam o ambiente. Ele se agachou atrás de nós e, com um único movimento, envolveu nós quatro nos braços largos, nos apertando contra seu corpo como se quisesse manter o mundo longe.

— Acho que agora é que vamos morrer. — Orion murmurou entre risos abafados. — Papai vai nos esmagar!

— E eu achando que eu seria a surpresa e tanto... — disse uma voz familiar, suave e inesperada atrás de mim.

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