POV: DAIMON
“Amor é Alfa?” Fenrir rosnou na minha mente, carregado de escárnio, misturado a um tom que... merda... parecia desconforto. “Me sinto estranho com isso. Estou arrepiado.... Isso é... sentimento?”
— Com sentimentos, Fenrir? — arqueei a sobrancelha, cruzando os braços enquanto observava minha pequena humana se vestir na maior calma do mundo, como se não soubesse o efeito devastador que causava. — É novo... é estranho... E, honestamente, viciante. Quero entender isso até o limite.
Ela puxava a camisa com toda aquela lentidão maldita, e meu olhar percorria cada maldita curva daquele corpo que nasceu pra me provocar. As pernas longas, os quadris cheios, a cintura fina, os seios marcando sob o tecido leve. Minha mandíbula travou. Me controlei... ou pelo menos tentei.
E, sinceramente, qual era o problema de andarmos pelados? Me responde.
Facilitaria muito as coisas. Principalmente quando o objetivo é simples: fazer ela gemer meu nome até a voz sumir.
“E esse corpo... isso deveria ser crime. Quero ver quando ela estiver completamente tomada pelo desejo Lupino. Que tipo de delícia será? Que som ela fará quando...”
— Cala a boca, Fenrir. — rosnei, sentindo meu próprio controle escorregar. Minhas pupilas dilataram, meu lobo veio na superfície, curioso, insatisfeito e, claro, tarado.
“Não vê a hora de conhecê-la... por dentro.”
Arfei. O cheiro dela me invadiu inteiro. Doce, quente, provocante. Mistura de flor, desejo e desafio. Me consumia. Minha pele queimava, os pelos eriçados. Os dedos formigavam, implorando para agarrá-la de novo.
Meus olhos não desgrudavam dela nem por decreto. Cada movimento, cada respiração, cada dobra daquela camisa miserável que cobria mais do que eu permitia...
— Dá para parar de me olhar assim? — ela disparou, jogando um olhar por sobre o ombro, puxando a camisa até os ombros. — Não sou mais sua presa, sabia?
Sorri de canto, devasso. Um sorriso lento, carregado de pura malícia. Dei um passo na direção dela, as mãos relaxadas, mas o corpo inteiro tensionado, pronto para agarrá-la de novo.
— Errado, Luna... — Minha voz saiu baixa, rouca, grave, vibrando na garganta. Dei mais um passo, arrastando o olhar pelo corpo dela. — Você sempre será minha presa.
Ela riu, daquele jeito atrevido que fazia meu sangue ferver e meu controle vacilar. Os olhos brilhando de malícia e desafio enquanto se colocava na ponta dos pés. Seus lábios tocaram os meus com suavidade, um beijo leve demais para alguém como eu. Um toque que só atiçava, nunca saciava.
— Precisamos descer e garantir que nossos filhos não tenham acabado com o Jasper de verdade desta vez — sussurrou divertida, tentando se afastar.
Segurei sua cintura com uma das mãos, firme, autoritário. Meu aperto possessivo fez seu corpo colar ao meu outra vez. Senti o ar escapar de seus lábios num suspiro curto quando sua palma se apoiou no meu ombro e a outra pousou direto no centro do meu tórax, os dedos se abrindo lentamente como se quisesse sentir cada detalhe da minha pele quente e pulsante.

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