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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 230

POV: DAIMON

Suas pernas vacilaram. Eu senti. Cada tremor do seu corpo vibrou contra o meu, e isso arrancou de mim um sorriso lateral, lento, preguiçoso… Carregado de pura malícia. Apertei sua cintura com mais força, firmando minha mão ali, sentindo sua pele quente, frágil, completamente submissa à minha presença.

Inclinei o rosto, roçando meu nariz no seu, e capturei seu lábio inferior entre os dentes, mordiscando com força, deixando bem claro de quem ela era. O gemido suave que escapou de sua garganta foi combustível direto para meu desejo insano. Suguei seu lábio, provocando, arrastando a língua lenta e deliberadamente pelo contorno perfeito de sua boca, adorava a ouvir arfar...

— Arfa para mim, pequena... — Sussurrei rouco, a voz tão grave e densa que vibrou contra sua pele sensível.

E ela arfou. Meu peito inchou. O cheiro... Maldição, o cheiro dela. Uma mistura absurda de desejo latente, doçura viciante e aquele aroma natural que era só dela, impregnava meus sentidos, me deixando perigosamente mais selvagem.

Nossos olhares se cruzaram. Olhos dourados, arregalados, brilhando de excitação, desejo… e puro desafio. Seu corpo tremia. Ela tremia, e isso me arrancava um prazer sádico, possessivo, enlouquecedor.

Desgrudei a boca da dela lentamente, apenas para ver seus lábios inchados, vermelhos, marcados. Passei a ponta da língua sobre eles, saboreando, enquanto ela respirava de forma irregular, arfando, as bochechas coradas, o olhar confuso entre me xingar e me implorar por mais.

Ergui uma sobrancelha, encarando-a com diversão.

— Você mesma disse que precisávamos descer. — Minha voz soou baixa, rouca, carregada de sarcasmo e pura provocação.

Me afastei só o suficiente para abrir a porta. Senti seu bufar impaciente contra minhas costas, e, diabos, aquilo me divertia mais do que deveria.

“Você é maldoso, Alfa...” Fenrir gargalhou dentro da minha cabeça, aquele riso ácido, debochado, repleto de segundas intenções. “Quando, exatamente, vamos torturar essa mulher como ela merece, hein? Porque se depender de mim... agora serve.”

Mordi o sorriso, tenso, dominado pelo impulso de virar, prensá-la contra a parede e acabar com essa brincadeira ali mesmo.

— Em breve... — Respondi internamente, deixando que ele sentisse meu próprio descontrole, meu limite perigoso de autocontrole por ela. — Muito em breve.

Ergui meu braço para trás, agarrando sua mão pequena. Nossos dedos se entrelaçaram de imediato. A diferença gritante entre a brutalidade das minhas mãos e a delicadeza das dela era absurda… e completamente viciante.

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