Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 244

POV: RAIKER

— Aquele maldito! — Eu rugi, a voz rouca e carregada de fúria, jogando a garrafa de uísque contra a parede com força. O estilhaço tilintou alto ao se chocar com a pedra fria. Arfei com raiva, o peito subindo e descendo em ritmo frenético. — Como? Como ele conseguiu ficar ainda mais forte?

Minha respiração estava pesada, os olhos semicerrados enquanto eu tentava controlar a explosão que pulsava por dentro. Olhei para os meus braços, as marcas escuras das garras e do aperto que sofri ainda queimavam, o sangue escorrendo em filetes finos. A veia inchada parecia querer rasgar a pele, latejando com dor. Era um preço baixo, eu pensei, por tomar o sangue que não me pertencia.

— Meu rei, o senhor precisa de cuidados médicos. — A voz de Jaqueline soou trêmula, ela parecia contida, mas não conseguia esconder o medo nos olhos. Seus dedos se apertavam um no outro, as sobrancelhas arqueadas em preocupação. A encarei, seu corpo se encolheu como se minhas palavras fossem garras cravadas em sua garganta.

— Perdão…, mas seus danos são severos. — Ela sussurrou, a voz embargada.

— É, se não tivéssemos chegado a tempo… — provocou Collen, um sorriso cínico se formando no canto dos lábios. Ele tombou a cabeça para o lado, o olhar frio e penetrante enquanto falava com sarcasmo. — Seus danos seriam permanentes.

Minhas garras tilintaram quando fechei a mão em punho. Senti a pele da palma rasgar um pouco, a dor se misturando ao prazer de manter o controle.

— Colen. — A voz dela saiu em um suspiro, a tensão evidente em cada sílaba. Sua irmã o repreendeu, tentando abafar o sarcasmo dele, mas eu já tinha fixado meu olhar no híbrido que ousava me provocar. Senti o sangue pulsar em minhas têmporas enquanto sorria com as presas expostas.

— Raiker... Ele não quis dizer… — Jaqueline tentou falar, o tom trêmulo, mas eu nem dei chance para que ela terminasse.

Avancei com um estalo seco, tão rápido que os cabelos dela se ergueram no ar com o movimento. Alcancei Colen em um segundo, agarrando seu pescoço com força, erguendo-o do chão. Senti o calor do corpo dele, o pulso disparado debaixo dos meus dedos. Minhas garras cravaram fundo na pele, rasgando a carne com facilidade. O som abafado da carne sendo perfurada me deu um arrepio prazeroso na espinha.

— Me acha fraco, híbrido de merda? — Rosnei, minha voz saiu baixa e carregada de ameaça. Colen se debatia, as pernas balançando no ar, os braços tentando alcançar meu pulso. Os olhos dele se arregalaram, veias saltadas no rosto que ficava cada vez mais vermelho. Ele arfava, gemia em desespero, o som fraco e falho.

Jaqueline correu até mim, as mãos tremendo enquanto segurava meu braço.

— Alfa, por favor… — Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, as sobrancelhas arqueadas em desespero. — Por favor… Não o machuque, ele não quis ofender.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO