Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 246

POV: RAIKER

Eu apenas sorri, o sorriso largo e desumano.

— Sejam mais competentes, e talvez eu os deixe ir. — Minha voz saiu baixa e firme. Tilintei as garras, batendo uma contra a outra devagar. Inclinei a cabeça para os guardas, o olhar frio e impiedoso. — Chicoteiem ele com prata. Coloquem uma mordaça nela. Eu detesto todo esse drama e choro que vem dela.

Jaqueline gritou em meio às lágrimas, a voz dela alta e carregada de desespero.

— Você é um monstro!

Eu apenas sorri de canto, arqueando uma sobrancelha ao ouvir suas palavras.

— Ora, querida... Para ser um Supremo, é preciso se tornar um demônio. — Ri, um som baixo e sombrio, observando o tremor que percorreu cada parte do corpo dela. — Achei que sabia disso. Não conheceu meu irmãozinho?

As palavras saíram cortantes, e os olhos dela se arregalaram de choque, o medo evidente na tensão de seus ombros e no modo como sua respiração ficou mais rápida, ofegante.

Os guardas a arrastaram para fora sem cerimônia, Jaqueline ainda lutando em vão, as mãos tremendo, a respiração curta, soluços saindo de seus lábios. Colen gemeu baixo quando o levantaram à força, o corpo dele se contorcendo de dor, a pele pálida, os lábios abertos num suspiro quase mudo.

Eu os observei serem levados, sentindo a satisfação correr por minhas veias. Um arrepio subiu pela minha nuca, e minhas narinas se dilataram ao inspirar o cheiro de suor, medo e sangue que ainda pairava no ar.

Suspirei devagar, o som rouco, e girei a garrafa de bebida na mão. O líquido gelado desceu pela garganta, queimando levemente. Fechei os olhos por um momento, sentindo o gosto amargo, e então ergui o rosto, fitando o teto como se buscasse paciência.

— Você. — Chamei um dos guardas, mantendo o tom calmo, tão frio que o homem estremeceu ao ouvir. — Me traga a prisioneira.

Virei outro gole da bebida, sentindo a pressão no estômago aumentar. Um gemido baixo escapou da minha garganta. Meu abdômen ainda doía, a ferida estava fechada, mas a sensação de que algo ainda sangrava por dentro me fez suspirar mais fundo. A dor era um lembrete constante, latejando como uma batida surda que ecoava em meus sentidos.

— Maldito Daimon Fenrir. — Rosnei, a voz saindo carregada de raiva e desprezo. — Não podia simplesmente ter morrido como Klaus? Tinha que lutar até o fim?

Bufei, largando a garrafa no braço do trono.

“O elo do lobo ancestral e do hospedeiro estão mais fortes.” Rugiu minha fera faminta, a voz ecoando dentro de mim, carregada de sede por sangue. “Não há como tomar o poder de Fenrir para mim.”

— Sabíamos que isto poderia acontecer a cada solstício. — Falei com calma, revirando os olhos com impaciência. A raiva ainda pulsava sob minha pele, o peito subindo e descendo de forma lenta e pesada. — Mas ainda temos um plano B.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO