POV: RAIKER
Ignorei, não era meu lobo quem mandava aqui!
Inclinei o corpo para frente, até colar meu peito ao dela. Pude sentir a respiração quente e acelerada dela bater contra o meu rosto, o tremor involuntário que percorria os músculos de seus braços presos pelas correntes.
— Não me provoque, Savanna… — disse num tom baixo e frio, roçando meus lábios em sua orelha, sentindo o pequeno arrepio que ela não conseguiu evitar. — Ou se esqueceu… que tenho seus irmãos sob o meu domínio?
Vi seus olhos se arregalarem de imediato, as pupilas dilatando, enquanto o corpo estremeceu visivelmente, vacilando por um segundo. A mandíbula se contraiu, os punhos cerrados tão forte que os nós dos dedos ficaram esbranquiçados. O peito arfou com força, como se o ar lhe faltasse.
Aproximei ainda mais o rosto, falando pausadamente, com perversão evidente:
— Quer… que eles sofram… em seu lugar?
Ela mordeu o lábio inferior, o sangue se misturando à saliva que escorria do canto da boca, enquanto o olhar vacilava entre o ódio e o pavor.
Inclinei o rosto, pressionando minha boca perto de seu ouvido, e sussurrei, cruel:
— Sabe… sua irmã Jaqueline até que tem um corpo bonito…
Savanna soltou um gemido gutural de raiva, seu corpo se projetou para frente num impulso irracional.
— Não encoste nela, seu desgraçado! — gritou, com as presas se projetando de forma agressiva, os olhos brilhando em puro instinto selvagem. Ela tentou morder meu rosto, avançando como uma loba desesperada, mas me inclinei para trás com facilidade, desviando da tentativa patética de me ferir.
Ela arfava alto, os dentes ainda expostos, os braços puxando as correntes que a mantinham presa, fazendo o metal tilintar e vibrar, enquanto a carne doía sob o atrito das algemas.
— Eu juro pela Deusa Lua… — cuspiu, a voz embargada pelo ódio e pelo medo que ela tentava disfarçar —… que irei te matar!
Soltei uma risada baixa e fria, observando como os músculos dela se retesavam, como os olhos brilhavam, ofuscados por lágrimas contidas de raiva e impotência.
— Guarde as garras, minha loba rebelde… — sussurrei, sarcástico, e puxei com força a corrente presa aos punhos dela, forçando seus braços para baixo de uma vez, fazendo com que seu corpo se curvasse à minha frente, a cabeça tombando para frente, enquanto ela soltava um gemido de dor.
A corrente repuxou, e a algema de prata encostou ainda mais fundo na pele já queimada de seus pulsos. O cheiro de carne queimada se misturou ao suor e ao sangue. Ela gritou, a garganta expelindo um som áspero e sufocado, os ombros estremecendo sob a dor intensa.

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