POV: DAIMON
Rosnei baixo, satisfeito com a afronta. Avancei sem aviso, agarrando a base de sua nuca em um aperto firme, possessivo, puxando-a bruscamente para mais perto até colar nossos corpos, eliminando qualquer espaço, obrigando-a a sentir o calor e a tensão que pulsavam em mim.
Seu suspiro quente escapou entre os lábios entreabertos, provocando em mim um impulso quase incontrolável de tomá-la ali mesmo, de deixá-la marcada mais uma vez como minha.
— Nossos filhos… — sussurrou com a voz falhando levemente com o choque do meu domínio.
Inclinei-me ainda mais, aproximando a boca de seu ouvido, deslizando pela lateral de seu rosto, roçando as presas afiadas contra seu lábio inferior, arrastando-as lentamente até sentir sua pele estremecer sob a ameaça implícita.
— Essa sua audácia ainda vai te colocar em muitos apuros, minha pequena… — murmurei com a voz grave, densa, carregada de posse e provocação.
— Mas eu conto justamente com isso… meu companheiro. — Ela ergueu o olhar e seus olhos dourados cintilaram perigosamente, invadidos pela presença ousada e latente de sua loba, que se impunha e se mostrava sem medo.
Airys se ergueu na ponta dos pés, os dedos pequenos, audaciosos, enlaçando meu pescoço, puxando-me para perto. Seus lábios roçaram os meus, depositando um beijo suave… tímido demais… rápido demais… para um homem faminto e perigoso como eu.
Cerrei a mandíbula, forçando o autocontrole, enquanto meus olhos cravavam nos dela, que pareciam brincar com meu limite.
— Precisamos partir, não é? — murmurou, a voz baixa, quase com pesar.
Inclinei ligeiramente a cabeça, mantendo o olhar predatório sobre ela.
— Jasper já nos aguarda lá embaixo. — Minha voz saiu firme, autoritária, sem espaço para hesitação. Lancei um olhar por sobre seu ombro, notando os três pequenos lobos despertando lentamente, preguiçosos, esfregando os olhos e soltando pequenos resmungos infantis. — Partiremos em vinte minutos.
Antes que ela pudesse se afastar, agarrei sua cintura e pressionei seu corpo contra o meu, roçando deliberadamente para que ela sentisse, sem dúvida, o quanto despertava em mim.
Seus olhos se arregalaram, surpresa pela força e pelo desejo explícito que fazia questão de demonstrar. Vi, satisfeito, quando sua pele pálida se tingiu rapidamente de um rubor quente que se espalhou pelas bochechas e pelo pescoço exposto, arrepiando-se sob meu toque firme.
Sua respiração falhou por um segundo, arfando,
Inclinei mais o rosto, arrastando o nariz pela lateral de seu pescoço, inspirando profundamente seu doce cheiro, que se intensificava, denso, inebriante, respondendo ao meu domínio como sempre fazia.
Rosnei baixo, grave, puro aviso:
— Não se atrasem.
E antes que ela pudesse replicar, minha mão desceu firme e certeira, estalando um tapa sonoro em sua bunda, marcando minha autoridade sobre ela.
Airys estremeceu, arfando e apertando os lábios para conter o suspiro involuntário que escapou, enquanto eu me afastava com um meio sorriso satisfeito.
“Onde ainda irei cravar minhas presas…” salivou Fenrir, com sua malícia.
Parei já à porta, virando o rosto por sobre o ombro, arqueando uma sobrancelha, encarando-a com intensidade calculada.
Airys engoliu em seco, visivelmente afetada, e rapidamente desviou-se, girando nos calcanhares para se apressar até as crianças, que já começavam a sair da cama, meio sonolentos, meio inquietos.
Seu cheiro… seu desejo… sua submissão voluntária…
E sem perder mais tempo, parti.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO