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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 252

POV: DAIMON

Seu rosto pálido se distorceu ao me ver. Caminhou hesitante, os olhos arregalados, como se estivesse vendo um fantasma.

— Supremo… então era verdade… — A voz dele falhou, engolida por um suspiro longo, trêmulo. Parou a poucos passos de mim, sem ousar se aproximar mais. — Você realmente sobreviveu… e a encontrou…

Soltei um estalar com a língua, seco e arrogante. Um gesto simples, mas carregado de desprezo.

Deixei minha aura Lycan vazar, crua, sem misericórdia.

O impacto foi imediato.

O ar ficou mais denso, como se tivesse sido engolido por uma tempestade. O chão sob nossos pés vibrou com violência, rachando sob a pressão da minha presença. A energia me envolveu como um manto incandescente, empurrando os mais fracos de joelhos.

Alguns gemeram. Outros caíram no chão, arfando, tremendo como folhas ao vento.

Simons cambaleou dois passos para trás, o rosto empalidecendo ainda mais.

“Insetos fracos.” rosnou Fenrir dentro de mim, a voz impregnada de tédio e soberania. “Deveriam estar lambendo o chão em reverência, não ofegando como cadelas em cio.”

Dei um passo à frente, minha presença o cobrindo como uma sombra densa e inevitável. Simons sequer teve tempo de reagir. Cerrei o punho e, com um movimento seco e preciso, desfiz a pouca estrutura que ele ainda possuía.

Meu soco explodiu no centro da sua face com um estalo grotesco. O osso quebrou sob a força bruta, o som abafado pelo jorro imediato de sangue. O corpo dele foi lançado longe como um trapo, girando desgovernado no ar antes de se arrastar pelo chão de pedra, quebrando parte do parapeito da fonte de água.

O impacto reverberou por toda a praça. O uivo de dor dele preencheu o silêncio opressivo, seguido de um arfar desesperado enquanto se encolhia, cobrindo o rosto com as mãos trêmulas, tentando estancar o fluxo quente que escorria entre os dedos.

Mantive o punho erguido por um segundo, observando a forma patética que ele se tornara. Minha respiração era controlada, mas o sangue fervia sob a pele, alimentado pela adrenalina crua e pelo desprezo absoluto.

— Eita… murrão! — exclamou Theron, o tom dividido entre choque e fascínio, arregalando os olhos enquanto os movia rapidamente de Simons para a minha mão cerrada. — Eu quero aprender a bater assim também!

— Essa deve ter doído. — murmurou Orion, deslizando calmamente a mão para dentro do bolso da calça, os olhos analisando friamente o homem caído à distância. O garoto inclinou levemente a cabeça para mim, a expressão fechada. — Quem é esse? O que ele fez de ruim para você… pai?

Alec, ao contrário, arfou baixinho, o corpinho pequeno se encolhendo ainda mais junto às pernas de Airys.

— Tadinho… o rosto dele está sangrando muito… — murmurou quase em um sussurro, escondendo o olhar sensível ao enterrar o rosto no tecido das roupas da mãe.

Airys estava estática ao meu lado, os lábios entreabertos, os olhos fixos na cena, chocada pela violência crua e direta da minha ação.

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