POV: DAIMON
Stephan se aproximou, os olhos semicerrados, o cenho franzido em uma expressão de confusão e repulsa. Os rosnados baixos que escapavam dele denunciavam o conflito interno. Ele não entendia a brutalidade que presenciava, a razão de tamanha ferocidade.
— Supremo, não compreendo. — Sua voz soou firme, porém carregada de dúvida, enquanto tentava manter a compostura diante da cena. — Você acabou de retornar. O que este beta fez para merecer isso?
Minhas garras ainda cravadas na carne de Simon, sentia sua fraqueza aumentar, a vida se esvaindo sob meu toque implacável.
Meus olhos se estreitaram, focando nele com um olhar gelado, completamente vazio de piedade, imerso em uma fúria que queimava como fogo.
— O beta é um traidor! — brandei, a voz rouca, um rugido poderoso explodindo de dentro do meu peito, carregado de autoridade absoluta e ameaça silenciosa.
Simon estremeceu por completo, o corpo ficando pálido, suor frio escorrendo pela testa enquanto seu olhar vacilava, afogado pelo medo que o dominava.
Eu podia sentir cada fibra dele se despedaçando sob a pressão do meu poder.
— Traidor… — repeti, cada sílaba cuspida com desprezo — não merece clemência!
— Daimon, por favor... — Airys tocou meu braço com firmeza, apertando o músculo, puxando minha atenção. Virei a cabeça devagar e a encarei com intensidade, penetrando seus olhos sem pestanejar. Fenrir já estava na superfície, seu rosto congelado em choque ao me olhar, engolindo em seco diante da ferocidade que eu emanava.
Minha visão mergulhou em um tom vermelho profundo, o sangue fervendo nas veias, o desejo brutal de carnificina vazando por cada poro. Minhas presas se projetavam para fora, prontas para rasgar. O rosnado baixo e perigoso escapava da minha garganta, um som que prometia dor e destruição.
Airys apertou a mão contra minha carne, suas unhas cravando levemente, o olhar fixo, firme, tentando me conter, seu corpo todo tenso como se resistisse a um ímpeto irresistível.
— Você prometeu que ele teria um julgamento justo! — A voz dela, carregada de firmeza e súplica, fez meu peito acelerar, o conflito entre a fera e o homem rasgando minha consciência por um instante.
Foi então que ouvi a voz de Orion, vindo por trás, firme e cheia de uma autoridade surpreendente para seus oito anos. Ele segurou a barra da minha calça com força, o pequeno corpo tenso.
— Pai, você disse que um Alfa nunca quebra suas promessas. — A voz dele saiu séria, engolindo em seco surpreso e receoso com o aroma predatório que emanava da minha essência, observei como seu nariz se movia e os olhos brilhavam preocupados. — Você está assustando a mamãe e a Alec.
Meu peito subia e descia com a fúria quase insuportável, os músculos rígidos, tensionados para segurar o instinto brutal que me empurrava a esmagar aquele maldito que quase me roubou tudo: minha Luna, meus filhos, minha família.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO