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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 254

POV: DAIMON

Simon lançou um último olhar para Airys, os olhos arregalados, o peito arfando de maneira irregular. O olhar dele implorava por alguma clemência, alguma intervenção que pudesse salvá-lo do que viria a seguir.

Ela permaneceu imóvel, postura ereta, com o queixo erguido e os olhos fixos em mim, protegendo nossos filhos com o corpo, mas não dizendo uma palavra em defesa daquele que ousou ameaçar tudo o que construímos.

Simon engoliu seco, estremecendo ao sentir o peso absoluto da minha autoridade pairando sobre ele, esmagando o pouco de dignidade que ainda tentava preservar.

Limpou a garganta de maneira patética, forçando um ar de aceitação que não enganava ninguém. Seu corpo se encolheu e, derrotado, ele apenas assentiu, erguendo lentamente os braços como um cão sarnento que reconhece seu dono e se entrega à punição inevitável.

— Levem este inseto traidor daqui. — Rosnei em uma ordem frieza, dura e implacável. Nem precisei olhar novamente para ele. Apenas me virei, afastando-me com um movimento firme e decidido, deixando claro que sua existência já não era digna da minha atenção.

O som do metal tilintando ecoou, quando Jasper se aproximou, sem hesitar, selou as algemas de prata fria nos punhos de Simon, que soltou um grunhido abafado, sentindo a queimadura imediata corroer sua pele. A prata o enfraquecia, o humilhava, como merecia.

Com um movimento brusco, Jasper o ergueu pelos braços, fazendo Simon cambalear e soltar um gemido fraco de dor, a cabeça tombando para frente.

Mas, antes de ser arrastado como o lixo que era, ele se virou ligeiramente, cravando os olhos vermelhos de dor e humilhação em mim.

— Eu não sei por que acha que sou um traidor, Alfa... — rosnou, entre dentes, ofegante, cuspindo as palavras como se ainda tivesse algum fôlego para a resistência. — Mas sempre fui leal ao seu legado. Sempre te vi como um amigo... — fez uma pausa, respirando com dificuldade, os braços já tensionados pela prata que queimava sua carne. — Provarei minha inocência... seja lá qual for a acusação... Eu jamais o trairia!

— Torça para ser convincente, pequeno beta... — rosnei, deixando que minha voz carregasse o tom sombrio e ameaçador que fazia até mesmo os mais fortes estremecerem. O puro instinto assassino pulsava sob minha pele, vibrava em cada célula do meu corpo, e eu não fazia qualquer esforço para disfarçar. — Ou lhe garanto... vai desejar a morte diante das minhas punições.

Simon estremeceu, a pele pálida, o corpo visivelmente quebrado, suando frio, como um animal acuado prestes a ser devorado.

Jasper soltou um riso abafado, sarcástico como sempre, e o empurrou com força, fazendo o traidor tropeçar para frente, sem nem mesmo conseguir manter a postura.

Mas, antes de ser arrastado completamente, Simon virou ligeiramente o rosto, lançando um olhar rápido, quase desesperado, para Airys.

— Obrigado... por sua benevolência. — murmurou, a voz falha, quase irreconhecível, mais pela dor do que pela vergonha.

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