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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 257

POV: AIRYS

Paramos em frente à mansão. O frio que subiu pela minha espinha foi imediato, tão real que meus ombros estremeceram. Lembrei-me do primeiro dia em que cheguei à alcateia, do medo que queimava em cada célula do meu corpo. Agora, o mesmo lugar parecia outro ou talvez fosse eu quem havia mudado.

As portas se abriram silenciosamente pelos empregados que se alinhavam discretamente, e vi nos sorrisos contidos algo que jamais imaginei ver: respeito. Eles me olhavam de verdade. Não apenas como a humana frágil de antes, mas como parte de algo maior. Como se finalmente me vissem.

Permaneci imóvel, meus pés cravados no chão enquanto meu olhar vasculhava cada detalhe do salão iluminado. Tudo parecia igual, as paredes de pedra, as tapeçarias antigas, o silêncio solene. Mas para mim, nada mais era o mesmo.

Minha respiração saiu curta, um suspiro tremido que não consegui conter.

Então, senti a sua presença.

Daimon estava atrás de mim, tão próximo que o calor do seu corpo me envolveu, tão denso que parecia uma segunda pele. Seu cheiro, tão primitivo e inebriante, me invadiu, arrastando toda e qualquer defesa que eu tentasse manter.

— Pequena, você não é mais uma prisioneira. — A voz de Daimon soou baixa grave e firme no meu ouvido, tão perto que senti o calor de cada palavra roçar minha pele. Ele abaixou Alec dos braços com cuidado, pousando-o no chão, e depois segurou minhas mãos com força, suas palmas quentes e ásperas envolvendo as minhas sem hesitação.

Seus olhos terrosos estavam fixos em mim, duros, intensos, dominadores.

Ele ergueu minhas mãos até seus lábios, beijando-as com uma lentidão que me arrancou um suspiro trêmulo. Um calor urgente se espalhou pelo meu corpo, deixando minha respiração curta, como se cada toque dele fosse uma fagulha que incendiava meu sangue.

— Você é minha Luna. — Ele rosnou baixo, as palavras vibrando entre nós, quase uma ameaça e uma promessa ao mesmo tempo. — Este lar e está alcateia pertencem a você tanto quanto pertencem a mim. Aqui é o seu lar... nossa casa.

Minhas pernas fraquejaram por um segundo, mas me mantive firme. Arfei, o peito subindo e descendo rápido, e deixei que ele visse tudo: o medo, o anseio, o arrepio que corria pela minha espinha.

— É estranho voltar aqui... depois de tantos anos. — Confessei, a voz saindo mais baixa, como se eu tivesse medo de que alguém ouvisse essa verdade.

Um sorriso fraco tocou meus lábios, mas desapareceu quando os dele pressionaram novamente o dorso da minha mão.

Meu corpo inteiro estremeceu com a firmeza daquele toque.

E eu soube, por mais que quisesse negar, que não havia nada que eu desejasse mais.

— A última vez que me tornei Luna de um Alfa... — Suspirei, um suspiro pesado e cheio de memórias — fui leiloada e vendida.

Os músculos de Daimon enrijeceram sob minhas mãos. Senti o rosnado vibrar fundo em seu peito antes mesmo de ouvir o som.

— Eu jamais a trairia ou venderia! — Ele explodiu, a voz mais áspera, as presas se projetando para fora em reflexo.

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