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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 258

POV: AIRYS

Arfei. Meu corpo inteiro reagiu ao seu timbre rouco. Era como ser tocada por dentro. Arrepios correram pela minha pele, e tive que morder o lábio para não gemer ali mesmo.

Ele declarou com uma naturalidade que beirava o fascínio, tão contrastante com a brutalidade que exalava em cada movimento. Sem sequer me dar tempo de reagir, deslizou a mão pela base da minha coluna e me guiou para dentro.

Seu toque era possessivo, quente, e me fez arfar discretamente, maldito. Sabia exatamente como me conduzir sem precisar dizer nada, como se meu corpo fosse uma extensão da vontade dele.

Os trigêmeos dispararam para o interior da mansão, soltando aquelas expressões típicas que só crianças conseguem vocalizar com tanta sinceridade:

— Uau!

— Nossa!

— Caramba!

Corriam, apontavam, tocavam nas paredes, explorando cada canto, sem nem perceberem a tensão que ainda vibrava entre mim e Daimon como um fio elétrico exposto.

Subimos as escadas, ele mantendo a mão firme em minha cintura, os dedos pressionando o suficiente para eu sentir o calor e a força dele.

Chegamos ao segundo andar. Um corredor extenso, silencioso e impecável, com portas que davam para várias suítes amplas, todas perfeitamente estruturadas, com móveis clássicos e luxuosos, quase impessoais, como tudo o que ele cerca de controle absoluto.

Enquanto eu absorvia cada detalhe, Alec puxou nossa atenção com aquele tom doce que ela dominava com maestria:

— Papai? — chamou, manhosa, a voz arrastada, cheia de intenção infantil, enquanto os olhos dourados brilhavam com aquela esperança inocente que só ela conseguia carregar. As bochechas estavam coradas, e eu quase podia apostar que Daimon estava rendido, não que ele fosse admitir, claro.

Ele arqueou uma sobrancelha, como sempre fazia quando estava interessado, e virou-se para ela com aquele sorriso de canto, discreto, carregado de um afeto que só os mais atentos conseguiam perceber.

— Princesa? — respondeu, e o timbre da voz dele… ah, até nisso era desgraçadamente perfeito. Mais suave, menos ameaçador, como se, por um segundo, o Supremo feroz e dominador desse lugar ao pai protetor.

Alec deu dois passinhos até ele, levantando o rosto, com um brilho ansioso que me fez sorrir de lado.

— Terei meu próprio quarto aqui? — perguntou, erguendo o queixo com uma esperança tão genuína que até eu, senti o peito aquecer.

Daimon a olhou por um segundo a mais, como se estivesse registrando cada nuance da expressão dela. Seu olhar se suavizou, mas não perdeu a autoridade inata.

— Claro… — Daimon declarou, a voz grave e cortante, como uma ordem disfarçada de permissão —, cada um de vocês terá seu próprio quarto.

Theron e Orion se entreolharam, os olhos arregalados, surpresos e animados, como se estivessem prestes a ganhar o maior presente do mundo.

— Se… assim quiserem — ele completou em um tom natural.

Eu senti um arrepio atravessar minha coluna. Ele fazia isso de propósito, claro. Dominava cada gesto, cada nuance, com a precisão de quem sabe exatamente o que provoca. E provoca muito.

— Está falando sério? — Theron perguntou, a voz mais aguda, vibrando de excitação, já se antecipando à liberdade que vislumbrava. — Vou poder ter meu próprio canto… sem a chatice do Orion com arrumação?

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