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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 259

POV: AIRYS

Meu corpo respondeu antes da minha mente.

Um arrepio subiu pela espinha, meu estômago se contraiu e senti os joelhos ameaçarem ceder com a intensidade daquela voz tão próxima da minha pele.

— Tenho esse direito, humana. — Ele sussurrou, como um aviso. Um lembrete. Uma promessa.

Fechei os olhos por um segundo, tentando manter o mínimo de autocontrole.

Mas minha respiração já havia acelerado, meu peito arfava em silêncio, minha pele queimava.

— Fica por sua conta e risco deixá-los assim... mimados. — Murmurei, a voz mais trêmula do que gostaria de admitir.

Tossi discretamente, limpando a garganta com pressa, tentando ignorar o calor que crescia entre nós. Me afastei com um passo forçado e me virei para as crianças.

— Então... — chamei, com um sorriso que tentava parecer firme. — Que tal escolhermos os quartos e organizarmos tudo juntos?

Os três pularam no mesmo instante.

— Sim! — Alec gritou empolgada, girando sobre os pés e disparando pelo corredor.

Theron veio logo atrás, rindo, completamente animado, enquanto Orion os seguia com o olhar mais atento, mas sem esconder o entusiasmo contido.

Eles abriram uma porta após a outra, rindo alto, discutindo entre si sobre qual quarto era mais legal, se podiam ficar todos perto ou se dormiriam longe e separados.

Observei os três se espalharem pelo andar com o coração apertado.

Eles pareciam... livres.

— Você vai se arrepender disso, Supremo. — Virei para ele, ainda sorrindo, mesmo com o rosto quente e o corpo vibrando da tensão que ele deixava atrás de cada palavra.

Daimon deslizou as mãos para dentro dos bolsos da calça com uma lentidão preguiçosa, tombando levemente a cabeça para o lado.

Era raro vê-lo assim: relaxado...

Foi nesse momento que entendi: Daimon poderia sentir muitas coisas, mas arrependimento não era uma delas.

Seus olhos, fixos nos trigêmeos, vibravam em tons terrosos e vermelhos, como brasas vivas, misturando força e algo primitivo que eu não conseguia descrever.

Em seu peito, notei o ronronar baixo, um som de satisfação tão profundo que percebi que ele mesmo não tinha consciência de que estava ali.

Tanto Daimon quanto Fenrir pareciam encantados com o papel de pai, o vínculo com aqueles pequenos e eu?

Eu me vi ainda mais apaixonada por eles.

Pelo homem.

Pelo lobo.

Por tudo que ele era.

Caminhei em sua direção, sentindo o calor que sempre emanava dele.

Ele só desviou o olhar dos filhos para mim, e quando voltou a me encarar, um arrepio violento subiu por minha espinha.

O peso da emoção refletida em seus nos olhos era impossível de ignorar.

Ali havia desejo, orgulho..., mas também uma ternura e felicidade.

“Uma realização” Rielly ronronou.

Ia falar algo, mas o corpo de Daimon se retesou de repente, como se uma linha de tensão invisível o puxasse de volta para o modo alfa absoluto.

Ele inclinou levemente a cabeça, as narinas se abrindo, farejando o ar.

O rosnado que escapou de sua garganta foi baixo e grave, como um trovão contido.

— Estou indo! — Ele declarou ferozmente, sem desviar dos meus olhos por um segundo sequer.

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