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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 261

POV: DAIMON

— Notei que uma das crianças é uma menina. — A Matriarca mãe, a mais antiga entre as lobas, falou com a voz firme, mas o olhar traiu o nervosismo. — Graças a Selene, meu rei, sua maldição será quebrada e seu reinado eterno.

Inclinei a cabeça de lado, com presunção e arrogância.

— Sim, podemos preparar o ritual brevemente de purificação. — Exclamou outra loba cerimonialista, a excitação dela quase palpável no tom suave, as mãos juntas sobre o colo, os olhos brilhando com um fanatismo que me irritava. — Estamos próximos da fase da lua de sangue, em total força lunar, a Deusa receberá a criança desejada, Fenrir terá a fera contida e nosso Alfa…

— Não entregarei minha filha à Deusa. — Rosnei baixo, cada sílaba arrancada com frieza. Inclinei-me na cadeira, erguendo o queixo para encará-los de cima, minha presença esmagando qualquer resquício de confiança nos olhos deles. O silêncio pesado caiu sobre o salão, cada respiração contida, cada músculo tenso.

— O… o que? — A Matriarca gaguejou, a voz dela tremendo em choque. Suas mãos se apertaram nos braços da cadeira, as unhas brancas contra a madeira. — Meu Rei, como assim não entregará a criança? Este acordo foi feito por sua família… não podemos ir contra a própria Deusa…

Suspirei baixo, minha respiração saindo quente, lenta, cada suspiro carregado com a fúria que queimava dentro de mim.

— Sim, as consequências são imagináveis. — Prosseguiu a loba, a voz baixa, mas o nervosismo dela transbordava, arranhando o ar ao redor. As palavras dela ecoaram pelo salão, levantando um burburinho abafado, discussões ansiosas e olhares cautelosos que iam e vinham em todas as direções.

Suspirei, o som pesado saindo entre meus dentes, sentindo a irritação pulsar sob a pele.

— Com todo respeito, Supremo… — O Ancião limpou a garganta, a mão enrugada tremendo levemente quando se apoiou na mesa. — Sabemos que sua forma Lycan está contida. Até mesmo a Fera o evita, consciente de que estão a um fio de perderem o elo racional… se tornando uma criatura primitiva e selvagem. — Ele pausou, o olhar nervoso tentando me sondar sem me encarar diretamente. — A guerra está em pleno vigor. Os pilares caídos estão sendo invadidos, e surgem lutas e batalhas pelo poder. Não querem retomar a aliança com a alcateia central e… soubemos que Raiker está vivo. Isso muda toda a balança do poder!

“Raiker, Raiker…” Fenrir bufou dentro de mim, a voz carregada de tédio e humor ácido. “Eles falam como se fosse um rei…, Mesmo sem a forma Lycan, eu o mato com um estalar de presas.”

Minhas mãos repousaram sobre a mesa, os dedos se curvando até que as garras tilintassem contra o mármore polido. O som seco e forte cortou o salão, impondo silêncio imediato. Cada lobo ali estremeceu. O cheiro de medo, suor e adrenalina me atingiu como um perfume de guerra.

Inclinei o corpo para frente, cada músculo meu transbordando a fúria que queimava dentro de mim.

— Raiker não é um problema. — Rosnei, cada sílaba arranhando o ar como um aviso. — Ele não passa de um obstáculo a ser esmagado. — Arqueei a sobrancelha, o olhar fixo nos olhos do Ancião que ainda tremia. — Quanto aos quatro pilares, iremos restaurar. E reivindicar o que é nosso.

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