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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 263

POV: DAIMON

Fechei os olhos por um segundo, inalando profundamente o cheiro de medo e submissão que elas deixaram para trás, alimentando o predador em mim.

Abri os olhos e segui, caminhando com passos firmes e ritmados pelos enormes corredores de pedra da fortaleza, cada pegada reverberando como um aviso sombrio. Meu corpo inteiro exalava poder bruto, as garras ainda parcialmente expostas, tilintando a cada movimento, enquanto o ar denso do ambiente envolvia minha pele quente.

Ao alcançar o portão que dava acesso à escadaria do calabouço, o guarda me viu e, instantaneamente, seus olhos se arregalaram em um misto de respeito e puro terror. Sem que eu precisasse dizer uma palavra, ele correu para abrir o pesado portão de ferro que rangeu sob a força da estrutura secular.

Atrás de mim, percebi a presença silenciosa e leal de Jasper, sempre atento. Sua respiração era constante, controlada como a de um verdadeiro guerreiro que sabe quando falar… e quando apenas obedecer.

Inclinei levemente o rosto, mas não me dei ao trabalho de olhar para trás.

— Não quero ser incomodado. — Ordenei em um rosnado afiado, com autoridade, o tom tão letal quanto minhas garras.

Ele apenas assentiu, os olhos brilhando com a determinação de quem conhece bem as consequências de descumprir uma ordem minha. Com eficiência, assumiu o posto do guarda anterior e fechou o portão atrás de mim.

O cheiro úmido e ferruginoso dos calabouços preencheu minhas narinas, misturado ao odor enjoativo de medo e sangue seco.

Desci os degraus com passos calmos, lentos, frios, cada movimento impregnado de controle absoluto e violência latente.

Sem pressa, ergui o punho da camisa e dobrei a manga até o cotovelo, com uma precisão preguiçosa, deixando à mostra a pele marcada pelas cicatrizes de inúmeras batalhas, um aviso silencioso do que eu era capaz.

As garras tilintaram discretamente quando fechei a mão em punho, e o eco do meu caminhar fez o silêncio se curvar em submissão. Quando parei, foi em frente à cela, tombando levemente a cabeça para o lado, como quem avalia uma peça defeituosa prestes a ser descartada. Meus olhos percorreram Simon de cima a baixo, analisando cada detalhe deplorável da sua condição miserável: roupas sujas, pele marcada por hematomas, o suor misturado ao sangue.

“Ele pediu por isso… e merece muito mais.” Fenrir sibilou na minha mente, carregado de instinto assassino. “Traidor não tem perdão!”

Sorri de canto, deixando que as presas se exibissem, longas, ameaçadoras, reluzindo sob a luz fraca. O lobo sob minha pele se agitou, ansioso, enquanto permiti que Fenrir ascendesse um pouco mais à superfície, deixando minha áurea assassina exalar densa e sufocante. O ar ficou pesado, vibrante, como se o próprio calabouço soubesse o que estava prestes a acontecer.

Simon ergueu-se do chão com dificuldade, respirando de forma irregular, arfando baixinho quando as correntes puxaram seus pulsos com brutalidade. As algemas de prata rasgaram ainda mais sua pele, o fazendo estremecer, mas ele se forçou a manter a postura ereta, o queixo levantado, me encarando.

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