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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 264

POV: DAIMON

Afundei ainda mais os dedos na carne de seu pescoço, sentindo as pulsações descompassadas, a pele ficando vermelha sob minha força monstruosa.

— Então… me explica… meu amigo… — rosnei, as presas salientes e afiadas à mostra, garras tilintando quando as flexionei com violência. — Como, exatamente, meu irmão ficou sabendo que podia absorver a essência ancestral… através do sangue?

Os olhos dele lacrimejaram pela falta de oxigênio, e o corpo continuava se contorcendo, inútil, patético.

“Parte ele ao meio!” rosnou Fenrir dentro de mim, impiedoso, faminto. “Rasga a garganta, mostra a ele o preço da traição!”

Bufei pesadamente, deixando o ar escapar pelas narinas com brutalidade. Em um movimento seco e implacável, virei o corpo de Simon e o lancei contra a parede de pedra com força descomunal.

O impacto reverberou pela cela, um estrondo surdo seguido de um gemido sufocado quando o ar foi arrancado violentamente dos pulmões dele. Ele arfou, o corpo deslizando pela parede até despencar no chão, tremendo, tentando se reorganizar.

Sem dar a ele sequer um segundo para respirar, pisei sobre seu tornozelo com força, esmagando os ossos sob o peso brutal do meu corpo. O estalo seco da fratura preencheu o ambiente, junto ao grito involuntário que ele soltou, um gemido de dor profunda, desesperada.

— Não ouse… — falei entre dentes, o olhar cravado nele, enquanto ele gemia e arquejava no chão — …tentar se levantar diante de mim.

— Aí… merda! — Simon gritou, sua voz ecoando pelo calabouço, misturada ao estalo seco dos ossos esmagados. O cheiro acre do suor e do medo dele saturava o ar. — Eu… eu não sei como ele soube dessa informação…, Mas eu juro…! — arfou, cuspindo sangue pela boca entreaberta. — Nunca… nunca te trairia, Daimon… Nós somos amigos!

Inclinei um pouco mais o corpo, meu olhar cravado nele como uma sentença. Cerrei a mandíbula, as presas proeminentes, afiadas, deixando escapar um rosnado grave que fez o peito vibrar.

— É mesmo? — questionei, com frieza, aumentando a pressão sobre ele, sentindo o tecido e a carne cederem sob a força brutal do meu aperto.

O estalo inconfundível do osso quebrando me proporcionou uma satisfação obscura, seguido pelo rugido rasgado de dor que explodiu da garganta dele. Afastei o pé com um movimento brusco, deixando-o contorcer-se no chão, só para agarrá-lo pelos cabelos logo em seguida.

Sem hesitar, puxei sua cabeça para trás com violência e, com a outra mão, esmaguei sua face contra o chão gelado de pedra: uma, duas, três vezes. O som úmido dos impactos se misturou aos grunhidos abafados e aos gemidos desesperados dele. A pele se abriu, sangue fresco manchando o piso sob nós.

— Sabe, Beta… — falei, a voz grave, carregada de desprezo e puro ódio — …sua resposta não me convenceu.

Ele tentou falar, mas tudo o que saiu foi um gemido rouco, misturado ao som úmido da respiração falha. A mão dele se ergueu trêmula, como se suplicasse, como se buscasse um último resquício de piedade que eu não tinha. Pisei firme em sua mão, esmagando-a contra a pedra, fazendo-o soltar outro grito de agonia.

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