POV: DAIMON
Ele soltou um soluço trêmulo, o olhar desesperado procurando algum traço de piedade que não existia em mim.
“Arrebenta ele, arranca pedaço por pedaço!” rosnou Fenrir em minha mente, impiedoso, selvagem, voraz. “Corta, quebra, sangra! Isso é traição! E traição não se perdoa!”
Sem dar espaço para mais hesitações, agarrei os dedos da mão esquerda de Simon com brutalidade, torcendo-os para trás até ouvir o estalo seco e o grito de dor que explodiu dele.
O urro de sofrimento reverberou pelas paredes de pedra, um som gutural, desesperado, enquanto ele se debatia inutilmente, preso pelas tiras que eu mesmo havia apertado.
Inclinei-me mais, aproximando o rosto do dele, sentindo o hálito quente e apressado que ele soltava, misturado ao fedor metálico do sangue e ao azedo do medo.
Sem desviar o olhar, avancei com as garras, perfurando entre as costelas, calculando o movimento com precisão cirúrgica. Não fundo o bastante para atravessar o pulmão, mas o suficiente para violar músculos e nervos, provocando uma dor lancinante, insuportável, da qual nem mesmo sua regeneração poderia aliviar rapidamente.
Ele estremeceu violentamente, soltando outro gemido rouco, enquanto seu corpo inteiro se contraía num espasmo agônico, as veias saltando sob a pele machucada, os olhos lacrimejando não só de dor, mas de puro pavor.
Inclinei a cabeça, rosnando rente ao seu ouvido:
— Quem você está protegendo, Beta? — rosnei, minha voz baixa, cortante, ressoando como uma sentença inevitável.
Arranquei a mão do ferimento com brutalidade, fazendo o sangue jorrar espesso, e sem qualquer hesitação, deslizei as garras até o segundo espaçamento entre as costelas, afundando lentamente, sentindo a carne e os músculos cederem sob a ponta afiada.
Simon arregalou os olhos, o desespero consumindo cada traço de resistência. O corpo dele estremeceu inteiro, arqueando-se contra as amarras, mas não havia para onde correr, não havia para onde fugir.
Quando o vi começar a perder a consciência, virando a cabeça e o corpo mole, puxei-o pelo colarinho, socando com força o rosto já ensanguentado. O impacto seco da minha mão reverberou, partindo-lhe o lábio, fazendo-o acordar num tranco, arfando e tossindo sangue.
— Não. — sibilei rente ao seu ouvido, os dentes à mostra, as presas proeminentes, gotejando saliva junto à sede de destruição. — Não, Simon... Você sabe como funciona. Não vai fugir da dor.
Segurei sua mandíbula com força, forçando-o a me encarar, mesmo que os olhos dele quisessem se fechar. Dei dois t***s fortes, estalando sua face pálida, a pele já marcada, os lábios roxos e partidos, o corpo começando a falhar sob o peso da dor.

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