POV: DAIMON
Aproximei meu rosto, mantendo os olhos nos dela, voz firme, baixa e grave:
— Eu, Daimon Fenrir, Alfa Supremo das alcateias, aceito você, Airys Monveil, como minha esposa. Prometo te amar, proteger, reivindicar.... Todas as noites. Todos os dias.
Todos riram naquele instante. O rosto dela corou imediatamente, o rubor subiu pelas bochechas até alcançar as orelhas. Sem saber onde enfiar a vergonha, ela lançou um olhar em volta, franzindo o cenho ao me encarar.
— A-Alfa... — ela murmurou, com a voz embargada, tentando conter o turbilhão de sentimentos.
“Mas adoramos isso, esse contraste tímido dela…” Fenrir ronronou, provocativo, arrastando a última sílaba com prazer. “Aaaa… hoje a loba dela não me escapa. Rielly que se prepare…”
Segurei sua mão com firmeza, puxando-a até meus lábios. Beijei o dorso devagar, sentindo o calor e a leveza da sua pele. Em seguida, trouxe sua mão até o centro do meu peito, bem sobre onde o coração batia com força descompassada, só por ela.
— Prometo ser seu por toda a nossa eternidade. — declarei com a voz baixa, firme, carregada de intenção. — Minha fera. Minha essência. Meu poder. Meu coração. Meu amor. Tudo em mim é seu. E sempre será.
O impacto foi imediato.
As lágrimas escorreram sem resistência pelo rosto de Airys. Ela nem tentou disfarçar. Sentia demais. Vivia demais. Era o que tornava ela... ela. E eu a queria assim. Desarmada. Crua. Minha.
Seus lábios entreabriram, surpresa, como se não esperasse tamanha entrega vinda de mim. Mas ela precisava entender que, a partir dali, não havia mais barreiras. Eu era dela. Totalmente.
O salão mergulhou num silêncio emocionado. Os convidados fungavam discretamente. Olhei de relance e vi Jasper virar o rosto, secando o canto dos olhos com dois dedos, tentando disfarçar. Até o desgraçado do Stephan mantinha a cabeça baixa, mordendo o lábio, fingindo que nada o tocava.
O cheiro no ar mudou.
Era salgado.
“Pronto, virou novela. Agora falta o beijo molhado e a câmera girando em 360 graus.” Fenrir zombou, mas sua voz vinha embargada também. “Merda... isso está bonito demais. Eu te diria sim.”
— Eu te amo, Airys Monveil. — finalizei, a puxando com força controlada para meus braços. Não dava mais pra conter. A vontade, o impulso, o instinto. Meus lábios tomaram os dela com urgência e certeza. Um beijo de posse. De marca. De promessa.
O salão reagiu com murmúrios e risadas abafadas. O padre pigarreou alto, tentando retomar o controle da cerimônia.
Airys afastou-se com delicadeza, pousando as mãos nos meus ombros. Seus dedos tremiam levemente, mas o calor do seu corpo já tinha mudado. O cheiro também. Estava mais doce. Mais intenso. Mistura de desejo, entrega e emoção crua.
— Acho que... devo fazer meus votos também. — ela suspirou, com um sorriso nervoso, arrancando uma risada geral dos convidados.
Ela respirou fundo, firmando os pés no chão e endireitando os ombros. A voz saiu firme, carregada de emoção.
— Eu, Airys Monveil, aceito você, Daimon Fenrir, como meu esposo. Prometo te amar, te respeitar... na saúde e na doença, na tristeza e na alegria, na guerra e na paz...
Ela engoliu em seco, os olhos brilhando, e continuou:

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