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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 277

POV: DAIMON

Os uivos tomaram o ar, fortes, ritmados, vibrando como uma canção ancestral. A alcateia celebrava. A alegria explodiu entre os convidados, o som da vitória, do amor e da união sendo marcado pela voz de cada lobo que reconhecia aquela cerimônia como sagrada.

Nossos filhos correram em nossa direção, os rostos iluminados de felicidade. Alec foi a primeira a se lançar contra nós, os bracinhos envolvendo minha cintura com força. Orion e Theron vieram logo atrás, nos cercando com abraços apertados e olhos que diziam tudo sem palavras.

Não importava o que o mundo lá fora tramasse.

Aquela noite seria nossa.

Perfeita. Intocável. E eu faria sangrar qualquer desgraçado que ousasse pensar o contrário.

Segurei minha pequena princesa pela mão e a puxei para o centro do salão. A luz suave refletia no vestido dela, e os olhos encantados buscavam tudo ao redor como se cada detalhe fosse um sonho.

Puxei Alec para sua primeira dança comigo. Seus pezinhos delicados subiram sobre os meus, como ensaiado, e eu a conduzi com leveza. A orquestra começou a tocar a valsa. Os olhinhos dela se arregalaram.

— Nossa, papai... eu pareço uma princesa de verdade! — disse rindo, admirada, os olhos brilhando como se o mundo inteiro coubesse naquele momento.

— Você não parece, Alec. — retruquei, com firmeza e orgulho na voz. — Você é. Sou o rei Lycan. Sua mãe é a Luna Suprema. E você... é a nossa princesa.

Ela sorriu largo, emocionada. As bochechas coradas, o coração acelerado batendo contra o meu peito.

Ao lado, vi Orion e Theron guiando Airys com cuidado. Os dois estavam sérios, concentrados em cada passo, mas os olhos... os olhos deles estavam fixos nela com uma admiração que me fez engolir seco. Eram os filhos dela. Os nossos. E eles sabiam o valor da mulher que tinham ali.

Airys sorria com ternura, os cabelos soltos balançando enquanto girava entre os dois. Era impossível não sentir a vibração da felicidade no ar.

Quando a música que eu mesmo escolhi começou a tocar, ergui Alec em meus braços e a coloquei de volta no chão, curvando o corpo num gesto elegante.

— Obrigado pela honra da dança, alteza. — disse com reverência.

Ela segurou a barra do vestido e retribuiu com um aceno delicado e um sorriso sapeca.

— De nada, majestade.

Me afastei, com os olhos fixos em Airys. A música agora era só dela e minha. A multidão ao redor sumiu. Me aproximei devagar, a passos firmes. Ela me viu vindo e sorriu. Um sorriso que misturava desafio, desejo e doçura. Só ela fazia isso. Só ela conseguia me desmontar e me incendiar ao mesmo tempo.

— Com licença, cavalheiros... — interrompi, a voz grave reverberando no salão, firme, autoritária. — Será que minha companheira me concederia a honra desta dança?

Estendi a mão, sem desviar os olhos dela. Não era um pedido. Era uma convocação. E ela sabia disso.

As pupilas de Airys dilataram no mesmo instante, o peito arfou levemente, e aquele sorriso provocador se formou no canto dos lábios. Ela colocou a mão na minha sem hesitar. Puxei-a para mim, colando seu corpo ao meu com firmeza. A respiração dela falhou contra meu pescoço quando a envolvi completamente.

Mergulhei o rosto em seus fios platinados, inspirando profundamente. Seu cheiro doce e único me atingiu como um golpe certeiro no peito. Aquilo sempre teve o poder de acalmar a besta dentro de mim..., mas agora, só a deixava ainda mais faminta.

— Essa... — murmurei em seu ouvido, com os lábios tocando sua pele — é a nossa música.

As luzes suavizaram. O salão silenciou. E a voz de Brian McKnight começou a preencher o ambiente.

🎶 “É inegável

Que deveríamos ficar juntos

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