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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 278

POV: DAIMON

“É, definitivamente uma história romântica digna de contos de fadas questionáveis.” Fenrir gargalhou, debochado. “Fera compra humana, humana desafia Fera, os dois se apaixonam, matam uns inimigos no caminho e pronto: final feliz.”

Ignorei.

Ela riu, com aquele tom leve que só usava comigo. Os dedos dela apertaram levemente minha nuca. Os olhos estavam marejados.

— Eu te amo, Daimon. Muito. — disse com convicção. — E sou grata por te pertencer. Sem amarras. Sem medo. Porque, mesmo sendo uma fera, você me deu mais do que qualquer humano jamais ousou me oferecer... Você me deu liberdade.

Tomei a cabeça levemente de lado, observando cada nuance do seu rosto com um sorriso malicioso se formando devagar na curva dos meus lábios. Aproximei-me mais, sem pressa, com aquele olhar que sabia deixá-la sem ar. Subi a mão pelas suas costas nuas, arrastando as unhas de forma intencional, firme o suficiente para provocar um arrepio profundo e senti quando o corpo dela estremeceu sob meu toque.

Ela arfou. Baixo. Quente. Desarmada.

Pousei a mão na base da sua nuca e a puxei com posse, aproximando seu rosto do meu até nossos lábios se roçarem. Rente. Domínio absoluto. Desci as presas, raspando-as devagar contra o seu lábio inferior, sentindo o gosto da antecipação que ela tentava disfarçar. Mordisquei. Provocando.

— Isso é só o começo da noite, minha pequena companheira. — rosnei, com a voz baixa, arrastada, grave e carregada de intenção.

Os pelos do braço dela se arrepiaram na mesma hora. A respiração ficou irregular, o peito subia e descia com mais força. Ela mordeu o próprio lábio como se tentasse controlar a reação, sem sucesso.

Adorava o efeito que tinha sobre ela. Era quase cruel… e completamente viciante.

Segurei seu quadril com uma das mãos e a puxei com força contra o meu corpo. Sem espaço. Sem fuga. O corpo dela colou ao meu. E naquele instante, ela sentiu. Tudo. A resposta crua e explícita da minha excitação pulsando ali entre nós.

Seus olhos se arregalaram. O choque foi instantâneo. Ela ergueu o rosto para me encarar, surpresa, as bochechas em brasas, a boca entreaberta, e o olhar... aquele olhar. Ardente. Instintivo. Quase submisso, quase desafiador. Do jeitinho que eu gostava.

— Algum problema? — provoquei, erguendo uma sobrancelha com arrogância descarada.

— N-Nenhum... — ela gaguejou, mas o sorriso que escapou.

“Ela não faz ideia do que está prestes a aguentar.” Fenrir ronronou dentro de mim, malicioso e faminto.

Aproximei ainda mais minha boca de sua orelha, respirando contra a pele sensível e sentindo-a estremecer mais uma vez. Rosnei ali, com todas as intenções escancaradas:

— Pretendo caçá-la... prendê-la... e tomá-la como a minha fêmea Lupina a noite inteira. — Pausei e acrescentei com mais intensidade pecaminosa: — E quando o sol nascer... vou começar tudo de novo.

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