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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 293

POV: AIRYS

— Pequena... — Ele rosnou, sua voz grave deslizando pela minha pele como uma corrente quente. Suas mãos grandes agarraram meu quadril com força, me mantendo firmemente presa sobre seu colo. O calor que irradiava do corpo dele me cercava como uma cela, e aqueles olhos terrosos, intensos e perigosos estavam cravados nos meus, como se lessem cada pensamento, cada oscilação do meu medo ou desejo. — Estamos em lua de mel, como os humanos chamam... não precisamos de interferências.

— A Deusa veio até mim, Daimon! — retruquei com firmeza, sentindo minha respiração vacilar. Seu cheiro uma mistura de terra molhada e cítrico, algo bruto, que me desafiava, invadia meus sentidos, desorientando. — Aquilo não foi um alerta... foi uma ameaça, camuflada de aviso.

Tentei sair de seu colo, empurrando seu peito nu, firme e forte, mas ele não deixou. Manteve o aperto firme na lateral do meu quadril, e com a outra mão segurou minha nuca, puxando-me para mais perto, como se fosse capaz de me fundir a ele só com o toque.

— Você não pode fazer isso comigo, Daimon. Não depois de tudo... — minha voz falhou, engasgada com a mistura de raiva e desejo que me corroía. Meus olhos marejavam, mas o orgulho me impediu de piscar.

Ele me encarou em silêncio por um segundo longo demais. Os olhos cintilaram em vermelho sangue por uma fração de segundo, sua mão subiu pela curva da minha cintura, os dedos escorregaram até minhas coxas, me prendendo com mais força sobre suas pernas, despertando um arrepio violento que percorreu minha espinha e fez meus seios enrijecerem no ato.

— A Deidade não fará nenhum mal à nossa família. — rosnou o Alfa com impaciência, tombando levemente a cabeça para o lado, presunçoso e arrogante. Os olhos terrosos ganharam um tom mais escuro, cintilando com aquele brilho vermelho familiar, selvagem e perigoso.

— Alec disse que uma mulher tirava sangue dela todos os dias, Daimon. — disparei, a voz firme, mas com a garganta apertada. — Todos os dias. Enquanto ela era mantida presa. Quando seu irmão a sequestrou. — Me inclinei para frente, colando meu corpo ao dele. — Por quê?

Ergui o queixo, aproximando meu rosto do dele até sentir sua respiração quente e densa roçar na minha pele. O cheiro amadeirado com fundo metálico e notas de musgo fresco queimava em minhas narinas, carregado de domínio e testosterona.

As presas dele despontaram, afiadas, letais. As pupilas dilataram com violência, engolindo o brilho vermelho em um abismo negro. O predador em sua forma mais crua apareceu ali, diante de mim, e ainda assim... eu não recuei.

— Raiker lutou de igual para igual com você. — acrescentei com o olhar cravado no dele. — Isso não te parece estranho?

— Chega desse assunto, coelhinha. — rosnou em um tom baixo, firme, frio. Ele não gritou, não se alterou. Mas o som arrastado daquela voz grave vibrando no fundo do peito foi o suficiente para fazer um arrepio correr pela minha espinha como um aviso. Arqueei as costas, estremecendo, o corpo reconhecendo o perigo antes mesmo da mente processar.

Ele sabia exatamente como me calar. E eu odiava isso.

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