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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 295

POV: AIRYS

Suas mãos desceram pelas minhas costas e agarraram minha cintura, puxando meu corpo com força. Meu peito colou no dele. Senti o calor subir na pele, a tensão entre nós pulsando, firme.

— Você não está me protegendo quando esconde a verdade. — falei, com a voz mais baixa, sentindo o coração bater forte. — E muito menos me poupando. Só está nos afastando.

Um sorriso torto surgiu no canto da boca dele. Lento. Ousado. Sujo no jeito certo. Aquele tipo de sorriso que dizia mais do que qualquer palavra. A mão grande subiu até meus cabelos, os dedos deslizaram por entre os fios com firmeza. Ele afastou uma mecha do meu rosto, empurrando-a suavemente atrás da orelha. Em seguida, encostou a testa na minha.

A respiração se misturou à minha, quente, descompassada, carregando o cheiro amadeirado forte que me envolvia desde que ele se aproximou. Era como se o quarto inteiro tivesse o cheiro dele. E agora, eu também.

— Graças a você, eu sinto tudo. — disse baixo, por entre as presas, a voz firme raspando como toque bruto. — Antes, eu não me importava com destino, com o fim. Se eu pudesse lutar, caçar e derramar sangue... já era o suficiente.

Fechei as mãos em torno da nuca dele, puxando-o ainda mais para perto. O peito dele colado no meu fazia meu coração bater mais forte. Eu sentia o calor da pele, a força do corpo. O domínio.

— Mas? — provoquei, erguendo uma sobrancelha, com um sorriso desafiador nos lábios.

Ele ergueu a cabeça, afastando um pouco a testa da minha. O olhar desceu até minha boca antes de subir de novo. A expressão mudou. Ficou mais arrogante. Mais intensa.

— Você me deu motivos para viver. Despertou sentimentos que eu nunca... — Ele não terminou. Não avisou.

Daimon afundou os dedos nos meus cabelos, puxando com força. Antes que eu pudesse reagir, esmagou a boca na minha.

Não foi um beijo. Foi um ataque. Possessivo, cheio de domínio, urgência e fome. As presas rasparam nos meus lábios, alternando entre mordidas e sugadas. A boca dele se apossava das minhas reações, das arfadas, dos suspiros, do pouco ar que me restava. Era bruto, desesperado, intenso. Um aviso e uma entrega.

Minhas mãos se agarraram aos ombros dele, sentindo o calor escorrer pela pele, o corpo inteiro arrepiado com a forma como ele me tomava. Não havia espaço entre nós. Nenhuma barreira. Só ele. Só nós.

E da mesma forma que começou, ele parou. Rápido. Cortante. Seu peito subia e descia contra o meu, vibrando rosnados e por um segundo, tudo ficou em silêncio.

— Droga, humana... — murmurou entre os dentes, com a testa colada à minha. A respiração ainda quente batendo no meu rosto. — Hoje eu senti. O gosto amargo do temor.

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