Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 296

POV: AIRYS

Ele não respondeu de imediato, e a hesitação no olhar dele foi mais forte do que qualquer resposta verbal.

— E o Solstício? — insisti, com o coração acelerado.

— Faremos o ritual de companheiros. — A voz dele saiu firme, abafada pela respiração pesada. — Vamos nos marcar. Rielly será o cumprimento da essência de Fenrir.

Seus olhos cintilaram, vermelhos como sangue em ebulição, mas ainda mesclados aos tons terrosos que eu conhecia tão bem. Era o lobo e o homem se sobrepondo. A fusão de dois mundos em guerra dentro daquele corpo.

— Mas sem a entrega da criança consagrada... — ele continuou rosnando entre as palavras, irritado, feroz, impaciente. — ...a Deusa não vai abençoar essa união.

Pausou. A tensão aumentou.

— Isso ficou claro hoje. — completou. — Com a aparição de Selene.

Daimon estava com a respiração descompassada. O peito subia e descia com força, e cada movimento fazia seu corpo vibrar em rosnados baixos, intensos. O suor começava a escorrer pela testa, escurecendo os fios da raiz. Os músculos dos braços, do pescoço, das costas… todos estavam tensionados, como se ele estivesse se segurando por um fio.

Ele estava no limite.

— Não me transformo mais na forma Lycan. — Ele confessou baixo, quase entre os dentes. O tom saiu forçado, como se a verdade irritasse mais do que o próprio fardo. — Porque as memórias de Fenrir estão em fragmentos... e com isso, minha racionalidade também.

Fiquei em silêncio, absorvendo o que ele acabava de revelar.

— Na batalha com Raiker... — continuou, os olhos perdidos por um segundo, como se revivesse tudo ali diante de mim — ...senti a fera tentando tomar o controle. E foi diferente de tudo o que já senti com meu lobo. Era mais cru. Mais instintivo.

Ele fechou as mãos em punhos ao lado do corpo. A mandíbula travou.

— A sede de sangue... de carne... — ele disse com a voz rouca, abafada — ...os cheiros de medo e desespero ao redor… era prazeroso demais.

Pausou. O olhar voltou para o meu. Não havia defesa ali. Só verdade. Crua. Desconfortável. Real.

— Tentador. — completou, mais baixo. — Eu não via mais nada. Só o que precisava ser destruído, a selvageria bestial da forma Lobisomem, é bem poderoso Airys.

— Daimon. — chamei, a voz saindo mais baixa do que eu esperava. O aperto no peito era real. Me inclinei, segurando seu rosto entre as mãos, e tomei seus lábios com firmeza. Não pedi permissão. Beijei-o com força, com entrega. Senti a aspereza da boca dele contra a minha, a respiração quente, o gosto selvagem que só ele tinha.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO