POV: DAIMON
“Finalmente alguém pergunta o óbvio.” Fenrir rosnou dentro de mim. “Ela não viu a forma como olhou para o maldito beta? Se sorrir mais uma vez daquele jeito, juro que arranco os olhos dele com a garra mais cega que eu tiver.”
Ignorei o lobo, mas ele não estava errado. A proximidade dela com qualquer outro macho me deixava em um estado primitivo. Meu corpo inteiro tensionou.
Apertei um pouco mais, com firmeza controlada, sentindo a pele quente do pescoço dela sob meus dedos. Ela não reclamou. Pelo contrário, seu corpo reagiu com um leve estremecer, os olhos semicerrados, a boca entreaberta. A respiração dela estava curta, irregular. O peito arfava de forma lenta, como se ela saboreasse cada segundo da tensão que crescia entre nós.
Inclinei a cabeça, observando-a com atenção. Meus olhos percorreram o rosto dela, parando na curva dos lábios. O cheiro dela estava mais intenso, e meu corpo reagia de forma primitiva, exigente, territorial. O ar entre nós pesava, carregado de eletricidade e provocação.
Meu peito subia e descia em ritmo acelerado, os rosnados escapavam graves, abafados, como se eu segurasse o lobo por um fio.
“Mostre a ela que a atenção dela deve estar voltada apenas a um macho.” Fenrir sibilou, feroz, arranhando a barreira entre nós, com as orelhas peludas erguidas e o corpo pronto para assumir. “Somente a nós. Pode começar marcando a boca dela... depois o pescoço... ou os dois, já que ela está implorando com esse olhar.”
Rosnei mais forte, colando nossos corpos. Ela não desviou o olhar. Pelo contrário, ergueu o queixo num desafio silencioso. Aquilo me enlouquecia.
— Você me quer assim? — murmurou ela.
Ela não respondeu de imediato, mas mordeu o lábio inferior. Lentamente. Seus olhos dourados estavam escuros, dilatados, famintos. O corpo tremia levemente sob minhas mãos. Era impossível não notar o calor que emanava dela.
Inclinei mais o rosto até que minha boca roçasse a dela. O toque foi rápido, mas suficiente para provocar um gemido sutil, abafado.
— Eu quero o que é meu... — falei, segurando firme sua cintura com uma das mãos, puxando-a mais para mim.
A puxei de vez, colando nossos corpos sem espaço para fugas. O som abafado que ela soltou ao se chocar contra meu peito me provocou de um jeito que nenhum inimigo seria capaz. Segurei sua cintura com uma das mãos, a outra deslizei até sua nuca, puxando seus cabelos com firmeza, forçando sua cabeça a tombar para o lado, me oferecendo o pescoço.
Não pedi permissão. Nunca precisei.
Mordi seu lábio inferior, arrastando os dentes antes de sugar a carne quente e úmida, arrancando um gemido trêmulo. Ela arfou contra minha boca, os olhos semicerrados subiram até os meus, carregados de desejo contido. Seus dedos cravaram em meus ombros. Senti as unhas curtas arranharem, provocando. Desafiando.
Passei a língua devagar pelo contorno dos lábios entreabertos, saboreando o gosto dela. Quando ela tentou se afastar para respirar, puxei de volta, afundando mais a boca na dela, forçando sua rendição sem delicadeza. Ela cedeu. Quente. Fraca. Minha.

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