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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 315

POV: DAIMON

Rosnei, o som grave vibrando em minha garganta enquanto bati a mão na superfície da água, espirrando respingos para todos os lados. Minhas pupilas dilataram no instante em que ela riu, mas assim que me encarou, os olhos dourados arregalaram e o sorriso desapareceu.

— A diabinha não deveria ter feito isso. — minha voz saiu baixa, densa, carregada de intenção. Cada sílaba um aviso. — Deveria ter escolhido correr.

Passei as mãos lentamente pelo rosto, tirando o excesso de água, os olhos fixos nela. Seu corpo enrijeceu quando meus dedos escorreram até a nuca, e meu olhar não cedia.

— Para Daimon! Você mereceu isso! — Airys protestou, mas a voz falhou quando recuou um passo. — Foi só uma brincadeira…

Dei um passo à frente. Ela deu outro para trás, as bochechas coradas, os lábios entreabertos, respirando com mais dificuldade. Eu podia sentir o cheiro dela ficando mais denso. Mais doce. Mais provocante.

— Um… — comecei, minha voz firme e grave, os olhos semicerrados nela como um predador pronto para o salto. — Dois…

Ela tombou a cabeça de lado, o olhar ainda desafiante, mas os pés já se moviam sutilmente em direção à saída.

— Três. — soltei, rosnando em um tom que deixou claro que não haveria misericórdia.

Saí da água com o corpo quente e os músculos retesados, sentindo cada gota deslizar lentamente pela pele. Airys correu pelo corredor estreito que levava ao lado do nosso quarto, com os cabelos colados balançando nas costas e as pernas em movimento ágil, provocante.

Fechei os olhos por um instante, puxando o ar com força pelas narinas, absorvendo seu delicioso aroma que pairava no ar: doce, atrevido, com uma nota picante que se agarrava à garganta e me incendiava por dentro. Cada célula minha reconhecia aquele aroma como algo único, insuportavelmente viciante.

“Elas são mesmo fascinantes...” Fenrir murmurou, arrastando a voz na minha mente com sarcasmo e desejo evidente.

— Minha Luna. — Rosnei baixo, deixando que o som da minha voz se espalhasse como um aviso. Comecei a segui-la lentamente, ouvindo seus batimentos apressados, o som irregular da respiração e o atrito sutil de seus pés descalços contra o chão.

Ela disparava pelo corredor, mas olhava para trás com frequência. Um sorriso puxou o canto dos meus lábios. Havia medo e excitação nos olhos dela. Misturados. Como da primeira vez.

— Achei que fosse mais rápida, coelhinha... — murmurei alto o suficiente para alcançá-la. — Ainda me lembro de você fugindo pela neve, desesperada, tentando escapar de mim.

— Isso não tem graça, Daimon! — Airys rosnou, se virando com os olhos semicerrados e o peito subindo com força, mas eu já tinha me deslocado para o lado, sumindo da visão dela.

Me arrastei pela lateral, em silêncio. Apenas os estalos mínimos das tábuas marcavam meu avanço. Ela se virou novamente, procurando por mim, os olhos dourados arregalados, confusos.

“Ela ainda não aprendeu que provocar um Alfa é pedir para ser dominada.” Fenrir rosnou em minha mente com sarcasmo debochado. “E que tipo de companheira corre do próprio macho? Tsc... está nos implorando por uma lição.”

Ela olhava em volta, os olhos dourados se movendo em todas as direções. O peito subia e descia com rapidez, o suor escorria pelas têmporas. Movendo-se lentamente para trás, passo por passo, como se esperasse que eu surgisse a qualquer momento.

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