POV: DAIMON
Seu cheiro mudou imediatamente, ficando mais carregado, mais picante, mais provocante. Um convite silencioso e escancarado ao mesmo tempo.
— Daimon. — Ela protestou em um sussurro entrecortado, o corpo tensionando ao sentir minha mão deslizar da cintura para dentro da calça.
Não dei espaço para hesitação. Meus dedos avançaram com precisão, roçando o tecido da calcinha até encontrar seu ponto mais sensível. O calor ali era evidente, a umidade inegável. Airys estremeceu, os joelhos cederam por um instante, o corpo se curvando contra o meu, arfando quando pressionei o local e comecei a movimentar lentamente os dedos. Suas mãos se agarraram ao meu antebraço, os lábios entreabertos soltando um gemido contido.
Desci ainda mais, afastei o tecido com facilidade e deixei dois dedos percorrerem sua entrada, úmida, quente, pulsante. O som que escapou dela foi abafado por uma mordida nos próprios lábios.
— Molhada, Luna... — sussurrei ousado, obsceno, mantendo os olhos cravados nos dela. — Se segurando, Lobinha?
Seus olhos semicerraram, o brilho dourado oscilando, a respiração entrecortada. Ela mordeu mais forte o lábio inferior, os ombros tremendo sob meu toque contínuo.
— Não vai gemer? — Provoquei de novo, enterrando mais os dedos, sentindo o calor apertado e o pulso frenético ao redor.
— Eu já disse que estou brava com você. — Airys rosnou, mas o som saiu mais como um ronronar preguiçoso, manhoso, seu corpo se contorcendo contra o meu. Aquilo me fez rir baixo, sentindo o peito vibrar com prazer.
— Isso não tem graça! — ela protestou, mordendo os lábios, tentando manter a pose de raiva enquanto o corpo traía cada palavra.
— Hunf, não? — arqueei uma sobrancelha, firme, e deslizei a mão por sua garganta, puxando-a mais para trás, colando nossos corpos até não haver espaço. Sua cabeça tombou levemente, os olhos semicerrados me encarando com uma mistura de desafio e desejo.
Sem aviso, mergulhei o dedo por sua fenda já úmida, estocando fundo. Ela arqueou, soltando um gemido abafado, os dentes pressionando os próprios lábios, tentando conter a reação. Seu corpo reagiu com tremores visíveis, os músculos das coxas se contraindo ao meu toque.
— Achei que não iria gemer... — sussurrei ousado, obsceno contra sua orelha, pressionando mais fundo enquanto sentia sua entrada pulsar em torno de mim.
— Filha da mãe... — ela arfou com a voz embargada, jogando a cabeça para trás até encontrar meu ombro, os olhos semicerrados, a respiração entrecortada e o corpo tremendo sob meu controle. Seus dedos tentaram segurar meu braço, em vão. — Daimon!
O som do meu nome escapando entre seus lábios me fez rosnar baixo, arrastando a boca até sua orelha, onde murmurei com a voz rouca e carregada de intenção:
— Shiiu... — soprei grave, provocando um arrepio que percorreu sua espinha. — Não quer que alguém nos escute gemendo no corredor, quer?

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