POV: DAIMON
Sorri de canto quando os lábios dela tocaram meu pescoço, firmes, quentes. O jeito que desceu, mesmo por cima da camisa, foi o suficiente para me fazer arquear a sobrancelha e prender a respiração. A língua dela traçou um caminho lento até meu abdômen, acompanhada pela mão que acariciava com as unhas levemente arrastadas, deixando um rastro elétrico por onde passava. Cada toque dela queimava.
Ela parou exatamente onde eu queria, bem em frente ao cós da calça. Umedeceu os lábios, aquele sorriso travesso maldito se formando no canto da boca. Olhou para cima, me encarando como se soubesse que tinha o poder ali. E puxou o tecido para baixo com calma, lenta, provocante, até expor minha ereção latejante.
Rosnei no mesmo instante, o som saiu grave, descontrolado, sentindo os músculos do meu abdômen contraírem com força. O calor do corpo dela, o cheiro, a forma como me olhava de baixo para cima... me atravessava com violência.
A mão dela me envolveu sem hesitação. Firme. Quente. Precisa.
E então, a ponta da língua tocou minha pele sensível, bem na base da ereção. Um arrepio percorreu minha espinha, fazendo minha respiração travar. Quando ela abocanhou a cabeça do meu membro com aquele jeito maliciosamente lento, eu perdi o controle por um instante.
— Porra, Airys... — soltei entre os dentes, os olhos semicerrando, a visão ficando turva por um segundo.
"Olha isso... A pequena Luna sabe brincar de verdade." Fenrir ronronou debochado e malicioso.
— Pequena... — sussurrei, ofegante, com a voz rouca, descompassada. Porra, nem as guerras me deixavam assim. Nenhuma batalha, nenhum oponente, nenhum inferno superava o que aquela mulher fazia com meu corpo e meu controle.
Minha mão, grande, pesada, envolveu os fios do cabelo dela, firme. Enlacei a raiz, puxando devagar para guiar o ritmo, tomar o controle. Mas ela reagiu com a ousadia que só ela sabia ter.
Mordeu a lateral da minha virilha com força, como punição.
O choque da dor prazerosa me fez estremecer, o corpo inteiro retesando. Arqueei uma sobrancelha, arfando, tentando não perder a cabeça.
— Não, Alfa. Minha vez. — ela murmurou com a voz baixa, quente, carregada de malícia, enquanto as mãos apertavam minhas coxas com firmeza. Acariciava. Massageava. Dominava. Maldita ousada.
Ela desceu de novo os lábios úmidos por toda a extensão do meu membro, lenta, arrastando a língua em círculos provocantes ao redor da cabeça antes de abocanhar com vontade.
O som que escapou da minha garganta foi quase um rosnado. Arfado. Selvagem.
"Ela vai te matar assim. De pau duro e alma entregue." Fenrir debochou, com ciúmes evidentes. "E ainda vai rir da sua cara depois."
Ignorei. Ou tentei. Porque no momento seguinte, ela puxou o máximo que conseguiu, afundando o rosto na minha pele, engolindo o quanto podia com precisão. Suas mãos não paravam, alternando entre apertos, carícias e estímulos lentos que me fizeram cerrar os punhos.
Minha cabeça tombou para trás, os olhos se semicerraram, os músculos do abdômen se contraíram com violência. Cada maldito nervo do meu corpo respondia ao toque dela.
— Porra... — praguejei, jogando a cabeça para trás, os olhos semicerrados enquanto o corpo inteiro se arrepiava. Cada maldito centímetro da minha pele reagia ao que ela fazia. O ritmo aumentou. A pressão das bochechas, a língua se movendo com precisão, os lábios apertando e sugando como se me desafiasse a resistir.
E eu estava à beira do limite.
— Luna... — soltei entre os dentes, arfando, a voz falhando. — Não há homem que dure com essa boca.

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