POV: DAIMON
E lá estava Airys.
Sem roupa.
Sem pudor.
Sem recuar nem um milímetro.
De joelhos sobre o colchão, a pele iluminada pela penumbra, o rosto levemente corado, os lábios avermelhados pelas provocações de minutos antes. Os olhos dourados estavam semicerrados, predadores, sensuais. E famintos.
O olhar percorreu meu corpo com calma, como se me devorasse centímetro por centímetro. Parou entre minhas pernas por um segundo, e ela mordeu o lábio inferior em reflexo: lenta, maliciosa, envolvente.
Depois subiu o olhar, fixando nos meus olhos com atrevimento.
— Você demorou, companheiro. — sussurrou, com a voz baixa e carregada de sarcasmo. — Precisou de um minuto para se recompor?
Arqueei a sobrancelha, os olhos tingidos de vermelho. Meu corpo todo vibrou. Ela sabia exatamente o que estava fazendo.
“Se j**a em cima dela, agora.” Fenrir sussurrou, quase salivando. “Não dá chance nem de respirar, marca cada parte, esmaga essa audácia dela com prazer. É o mínimo.”
— Ah, humana... — rosnei baixo, com a voz grave e carregada de ameaça contida, avançando um passo. — Não se deixa um lobo faminto na mão.
O tom saiu feroz, cortante, e vi seus pelos dos braços arrepiarem. O corpo inteiro reagiu antes mesmo do toque.
Avancei sem aviso, parando à sua frente. Minha mão agarrou seu pescoço com firmeza, sem machucar, apenas o bastante para impor. Puxei-a para mim, colando nossos corpos, nossos cheiros, nossas vontades. O calor dela explodiu contra meu peito.
— Muito menos um Alfa como eu. — completei entre os dentes, rosnando rente ao rosto dela.
Airys não recuou. Nem piscou. Sua audácia me alimentava.
Ela inclinou ainda mais o queixo para cima, os olhos dourados semicerrados brilhando com fúria e desejo. Os lábios entreabertos, a respiração arfada, o rosto corado pelo impacto do toque. E mesmo assim, soltou com a voz firme e atrevida:
— É mesmo? — sussurrou, provocante. — Então talvez... não devesse enganar sua companheira como fez, Supremo.
Subi no colchão com firmeza, o peso do meu corpo afundando o colchão sob meus joelhos. Arranquei a camisa sem delicadeza, jogando-a de lado. Inclinei-me sobre ela até forçá-la a tombar para trás, seu corpo caindo sob o colchão com um leve gemido.
Me posicionei sobre ela, sentindo sua pele quente e nua colar na minha. Os seios redondos e firmes dela roçaram diretamente no meu tórax, fazendo meus músculos contraírem. Arfei baixo, pressionando ainda mais meu corpo no dela, sentindo cada milímetro da sua pele tremer sob meu toque.
Mergulhei o rosto entre seus fios platinados, respirando fundo. O cheiro dela era doce, picante, instintivo. Fui descendo lentamente até o pescoço, inalando tudo, percorrendo com a boca aberta até mordiscar seu queixo com firmeza.
Ela estremeceu.
Meus joelhos forçaram suas pernas a abrirem mais. Empurrei sem cerimônia, dominando o espaço, me encaixando perfeitamente entre suas coxas quentes, pressionando meu quadril contra o dela até sentir a fricção que nos fazia perder o ar.

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