POV: SAVANNA
Suas mãos grossas e sujas deslizaram pelo meu corpo sem qualquer cuidado, enquanto eu era prensada contra a parede fria com força bruta. O tecido da camisa foi puxado e rasgado com violência, a alça cedeu, expondo parte dos meus seios. O cheiro dele era de suor, sangue velho e podridão.
“Se ele encostar mais um centímetro, eu arranco o pau dele com os dentes.” rosnou minha loba, furiosa, selvagem. “A gente mata ou morre hoje, Savanna!”
Senti a adrenalina explodir. Travei a mandíbula e, com um movimento rápido, consegui soltar uma das mãos da contenção. Sem pensar, desferi um tapa com as unhas afiadas, rasgando o rosto dele acima dos olhos.
O sangue jorrou de imediato.
— Sua cadela cretina! — rugiu ele, recuando com a mão na cara, pressionando a ferida que sangrava feito torneira aberta.
A força com que ele me soltou me jogou no chão sem controle. O impacto foi direto nas costas, e o ar escapou do meu peito antes mesmo que eu pudesse reagir.
Mas antes que conseguisse me virar, o outro desgraçado me chutou com força no abdômen.
O som seco do impacto reverberou dentro de mim. Um estalo interno. A dor foi aguda, atravessando costelas, rasgando por dentro. Tossi, o gosto metálico invadindo minha boca, e me encolhi, arfando, o corpo dobrado pela dor.
Mas não soltei a adaga.
— Gosta disto, sua vadia? — o desgraçado rosnou perto demais, o hálito quente e podre batendo no meu rosto. A mão dele apertou com força a parte de trás do meu pescoço, me forçando a erguer a cabeça à força.
O sangue martelava nas minhas têmporas. A pele ardia. O corpo gritava por socorro.
Mas eu não era uma vítima.
“Agora, Savanna! Vai!” urrou minha loba, selvagem, sedenta por sangue. “Mostra pra ele que quem morde aqui somos nós!”
Aproveitei o movimento forçado, e sem hesitar, finquei a adaga no abdômen dele com força.
Uma.
Duas.
Três vezes.
A lâmina cortava carne e resistência com o som úmido e abafado de morte. Cada estocada levava minha raiva junto.
— Estou adorando, seu desgraçado! — soltei entre os dentes, arfando, o suor descendo pela testa, os olhos ardendo.
Puxei a lâmina de volta e empurrei o corpo dele com tudo. Ele caiu como um peso morto, se debatendo no chão até não se mover mais. O cheiro de sangue se espalhou rápido, misturando-se ao suor, ao medo, à adrenalina que latejava no meu peito.
Meu corpo tremia. As pernas ameaçavam ceder.
O peito subia e descia num ritmo descompassado, a costela ferida gritando toda vez que eu respirava mais fundo, mas eu não parei. Eu não ia parar.
— Falta só um.
— Maldita, acha que pode mesmo me derrotar? — Ele riu com desprezo, os olhos escuros escorrendo ódio, analisando meu corpo ensanguentado de cima a baixo. — Eu vou te matar... dizer ao chefe que o inimigo ceifou sua vida. Mas antes dos seus olhos se fecharem, eu vou te mostrar o que é um homem de verdade.
A raiva queimou dentro de mim.
Meus músculos latejavam. A dor era real. O sangue escorria de um corte na lateral do meu rosto. O cheiro metálico misturado ao suor preenchia minhas narinas, mas mesmo assim... eu ri.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO