POV: JASPER
— O verdadeiro Alfa? — zombou. — Ele não perde tempo com lacaios fracos como vocês.
Franzi o cenho. Arqueei a sobrancelha de novo. Dei um passo à frente.
— Ah, entendi... — Soltei com um tom arrastado, carregado de sarcasmo, enquanto arqueava a sobrancelha e girava lentamente o ombro que havia estalado na última troca de golpes. — Ele se acovarda e j**a os subordinados na frente, como escudos descartáveis. Um clássico. Tática de líder fraco.
"Ou de um idiota que sabe que os lacaios não valem mais que o fedor que carregam." Gargalhou meu lobo.
Meus olhos vasculharam os bastardos à minha frente. Avaliei um por um dos pés à cabeça, sem pressa, saboreando o desconforto crescente. Não eram fortes. Tinham músculos, tinham garras, mas não passavam de cães de aluguel. O que realmente me incomodava era o cheiro. Aquele odor azedo que queimava minhas narinas, me causava ânsia. Era mais do que sangue velho e sujeira.
— São errantes, estou certo? — Cuspi a pergunta com nojo, limpando o canto da boca com as costas da mão. — Não deviam nem respirar perto de guerreiros de verdade.
Um deles rosnou, dando um passo à frente, o peito arfando, tentando parecer maior do que era. A voz dele saiu tensa, carregada de orgulho que não duraria um segundo se eu quisesse esmagá-lo.
— Não mais. Fomos acolhidos por Raiker. Ele vai nos levar até a alcateia principal. — Rugiu, cheio de falsa glória. — É só questão de tempo!
— Não vão passar dos portões. — Falei com provocação escorrendo da língua, encarando o maldito que ainda respirava como se tivesse alguma chance.
O lobo se moveu.
Avancei sem aviso. As garras saltaram antes mesmo que ele piscasse. Enterrei os dedos na garganta dele e rasguei com facilidade. O som do tecido e carne se rompendo foi abafado pelo jorro quente de sangue que respingou em meu rosto. A cabeça dele tombou, solta, enquanto o corpo ainda tremia nos meus braços.
— Engano meu... — Continuei, ofegante, com um leve arquejo no peito. — Não vão passar nem de hoje.
Ouvi um rosnado de fúria. Os outros se moveram juntos, liderados por um idiota mais desesperado do que treinado. Ele ergueu a arma e disparou. A bala de prata cortou o ar, passou raspando pela lateral do meu rosto, quente, quase queimando.
Arfei com força, assoviando.
— Eita que essa foi por pouco. — Rosnei entre os dentes assobiando, os olhos estreitos. Em um piscar, alcancei o desgraçado e agarrei o braço dele. Girei com o impulso, torcendo até ouvir o estalo seco do osso se partindo. Ele gritou. Alto. Quase bonito.
— Aí, droga... — Soltou o lobo em um uivo de dor e agonia, arfando, enquanto eu pressionava ainda mais o braço quebrado.
— Isso parece que dói. — Soltei com a voz carregada de sarcasmo, apertando com mais força até sentir o estalo seco do ombro deslocando completamente. O grito dele veio em seguida, alto, desesperado, sujo de saliva e agonia. — Eu não queria ser você neste momento. — Completei, soltando o braço como se fosse feito de pano velho. Ele caiu no chão, arfando, o rosto contorcido em dor.
"Você fala como se estivesse dando conselhos motivacionais."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO