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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 331

POV: SAVANNA

Lentamente, abri os olhos. A claridade do teto branco me cegou por um instante, forçando-me a piscar várias vezes até conseguir ajustar a visão. Meu corpo estava pesado, a cabeça latejava, e o gosto metálico na boca denunciava que algo tinha acontecido. Meu instinto gritava alerta. A sensação de perigo era quase palpável na pele, como se eu estivesse sendo observada.

Foi então que o vi. Um par de olhos cor de amêndoa, intensos e inquisidores, pairava sobre mim. Ele estava próximo demais, inclinado sobre minha cabeça, como se me analisasse. A proximidade me fez reagir sem pensar.

Fechei o punho num reflexo e desfiro um soco direto em seu rosto.

— Merda! — ele grunhiu, levando a mão ao nariz. — Cacete, Lobinha! É assim que me agradece por te salvar?

O tom sarcástico e debochado só me fez rosnar mais alto. Estremeci, arrastando o corpo pela maca, tentando me afastar dele. Meu peito subia e descia com força. Estava arfando. A adrenalina corria solta, mas havia algo mais, algo que queimava sob a pele, algo que não deveria estar ali.

"Ele tem cheiro de problema. E você tá pensando em encostar nele de novo?"

— Fica na sua — retruquei mentalmente, ignorando o tom irônico da minha loba.

Aquele lindo homem segurava o nariz com uma expressão dolorida e, ao mesmo tempo, divertidamente irritada. Os olhos ardiam em provocação. Ele parecia mais interessado em me irritar do que realmente ofendido com o soco. E isso só me deixava ainda mais em alerta. Ou era isso que ele queria?

— Alguém precisa cortar as garras dela. — ele provocou, os olhos dançando entre meu olhar e minha boca.

— Ninguém vai cortar nada em mim! — rosnei, firme e hostil, sentando-me bruscamente na maca, os ombros tensos e os olhos fixos nele.

Ele parou no mesmo instante, o corpo ainda inclinado para frente. Seu olhar se estreitou em alerta, mas o maldito sorriso não desapareceu. Com calma irritante, ele passou o dorso da mão pelo nariz, limpando o sangue que escorria, sem tirar os olhos de mim.

O jeito como me analisava, com aqueles olhos âmbar intensos, me fazia sentir como uma presa enjaulada sob o olhar de um predador... só que eu não me via fraca. Eu estava em defesa. Em guerra. Com o corpo inteiro em estado de alerta.

— Não disse de forma literal, Savanna. — A forma como ele disse meu nome me desestabilizou.

Era como um toque direto na pele. Arrastado, baixo, rouco, quase arranhando cada letra como se fosse íntimo de mim. Arqueei uma sobrancelha, tentando disfarçar o leve estremecer que percorreu minha coluna. Maldição.

"Se ele disser seu nome mais uma vez assim, eu arranco a língua dele." Ronronou minha loba.

— Mentira. Você ronronou por dentro. Eu senti. — Resmunguei mentalmente.

— Não estamos aqui para te ferir — ele completou, dando mais um passo em minha direção.

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