POV: DAIMON
O corpo de Airys reagiu de imediato. O cheiro mudou. Um aroma espesso, adocicado, viciante, invadiu minhas narinas com brutalidade. Luxúria. Desejo cru. Ela estava úmida. Aberta. Entregue sem admitir.
— Ah, pequena... — minha voz saiu baixa, carregada de escárnio e desejo. — O que será que essa mente maliciosa e safada acabou de projetar?
Agarrei sua garganta com firmeza, mas sem machucar, sentindo os batimentos acelerados sob minha palma. Em um só movimento, a prendi contra o pilar mais próximo. Seus olhos se arregalaram, mas o brilho ali... era puro desafio. Pura fome.
Sem dar espaço para protestos, puxei seu quadril contra o meu, pressionando com força. Seu corpo se encaixou perfeitamente, e mesmo vestida, senti o calor pulsante entre suas pernas roçar em minha ereção dura e latejante. Um rosnado gutural escapou de mim.
— Sente isso? — murmurei com a boca colada ao seu ouvido, minhas presas quase arranhando sua pele. — É o efeito que tem sobre mim... minha companheira.
— D-Daimon... — Ela tentou soar firme, mas sua voz saiu fraca, entrecortada pelo arfar descompassado. — Estamos em... no meio do corredor...
O coração batia como se quisesse rasgar o peito. A respiração dela tremia, e sua pele estava toda arrepiada. Tão sensível. Tão exposta.
— E quem se importa? — sibilei, roçando minha boca em sua mandíbula, depois descendo até o maxilar. — Que olhem. Que saibam. Que vejam a quem você pertence.
"Arranque essa roupa. Agora. Marca essa fêmea até ela não conseguir mais andar. Que todos sintam seu cheiro em cada maldito cada centímetro do corpo dela.” rosnou Fenrir em minha mente, sedento.
Soltei um riso rouco.
— Você está tremendo, minha Luna... — sussurrei, roçando o nariz em seu pescoço.
Ela apertou os lábios, o corpo se curvou, arfou alto quando minha coxa se insinuou entre suas pernas. Seu aroma mudou: denso, doce, instigante, o cheiro luxurioso que apenas uma mulher no auge do desejo exala. O cheiro que enlouquece qualquer monstro.

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