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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 342

POV: AIRYS

Seus dedos deslizaram por minha fenda com precisão instintiva, arrancando um gemido sufocado que escapou contra minha vontade. Meu corpo estremeceu, arfando sob o toque. Os olhos se arregalaram em alerta, e o medo irracional de sermos flagrados me fez prender a respiração. Olhei para cima, encarando o corpo colossal de Daimon arqueado sobre mim, me envolvendo por completo, me mantendo cativa entre seus braços e seu calor brutal.

— Daimon... Isso é inapropriado... — Sussurrei em um rosnado fraco, ofegante, entre gemidos que me traíam. — Alguém pode...

— Tente me parar, Coelhinha. — Ele rosnou em resposta, o olhar predatório cravado no meu rosto, as pupilas dilatadas, os olhos com o tom terroso cintilando em vermelho. Uma das mãos me manteve firmemente presa contra a parede, enquanto a outra explorava minha intimidade com calma perigosa, como se soubesse exatamente o quanto me deixava à beira do colapso.

"Somos lobos, Airys... Quando o instinto grita, atendemos." A voz de Rielly vibrou em minha mente com deboche selvagem. "Além do mais, nosso companheiro sabe exatamente o que faz com a gente."

Meu corpo traidor arqueou, buscando mais, mesmo que minha consciência tentasse resistir. Meus quadris se moveram contra a mão dele, minha nuca tombou para trás, encostando no frio da parede. Um suspiro desesperado escapou dos meus lábios entreabertos.

— Você é safada. — Respondi à minha loba, que gargalhou com deboche dentro de mim.

"Sou lúcida o suficiente pra saber que você está adorando cada segundo." Rielly disparou com ironia. "E se ele parar, eu mesma assumo o controle."

Arqueei as sobrancelhas, tentando manter a compostura. Mas o toque dele... maldição. O toque dele queimava.

— Alfa! — Chamei com firmeza, tentando conter o calor que subia pelo meu pescoço.

— Pequena... — A voz dele veio carregada de rouquidão e ameaça lasciva. — Se não quer que eu a devore agora mesmo, controle esse aroma... E pare com esse olhar suplicante. — Seu rosto desceu, bem próximo do meu. As pupilas estavam dilatadas, os tons terrosos mergulhados em um vermelho vivo. Selvagem. Dominante.

Ele sorriu de canto, daquele jeito que sempre fazia minha espinha tremer. Então, sem aviso, tocou exatamente onde meu corpo mais desejava, pressionando, deslizando e, num movimento preciso, estocou com dois dedos. Arfei alto, gemendo contra o peito dele, o som abafado por pura vergonha.

— Você praticamente implora por isso. — Ele murmurou, sentindo o meu corpo se render, estremecer, vibrar sob sua posse.

Fechei os olhos com força, tentando recuperar o fôlego.

Mas precisava manter o controle.

— Você está desviando o foco... de novo. — Rosnei entre dentes, apertando seu pulso com força, em uma tentativa tola de controle.

Ele parou. O ar pareceu pesar no ambiente. Suas pupilas ainda queimavam quando inclinou a cabeça de lado, me avaliando em silêncio. O gesto dele foi tão brutalmente calmo que fez minha pele arrepiar inteira.

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