Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 349

POV: AIRYS

“Vira-lata teimoso e idiota.” rugiu Rielly com raiva, circulando ferozmente dentro da minha mente. Sua cauda chicoteava o ar, as garras arranhavam o chão da consciência. “Como Fenrir ousa cogitar se sacrificar? Deixar de existir? Me deixar!”

O peito apertou. A dor dela era minha.

— É medo... — murmurei, engolindo em seco. — Ele não sabe como agir... porque nunca sentiu medo antes. Nunca precisou lidar com o que está sentindo agora.

Minhas mãos tremeram ao tocar o batente da porta. Eu voltei à forma humana, sentindo a pele arrepiar com o frio da noite e o vazio do quarto. Estava tudo silencioso demais.

Caminhei devagar até o cabide e puxei um dos casacos de Daimon. O cheiro dele me atingiu de imediato, forte, masculino, amadeirado, envolvente. Levei o tecido ao rosto, inspirando fundo, buscando nele uma âncora.

— Ele está se sentindo acuado... sem saída. — continuei, mais para mim do que para Rielly. — E teme nos perder. Teme não conseguir proteger ninguém. E no fundo, está desesperado com isso.

“E se sacrificar estará perdendo e não ficará aqui para sentir a dor que nos causará.” rugiu Rielly, andando em círculos furiosa, os pelos do dorso eriçados, o focinho se contraindo num rosnado baixo. “Airys. O que vamos fazer?”

Levei a mão à boca, pressionando os lábios com força enquanto mordia por dentro, o gosto metálico do medo misturado com desespero me invadia. Meus olhos estavam úmidos, mas forcei para que não caísse nenhuma lágrima. Meu peito subia e descia com dificuldade.

— Eu não sei... — respondi em um sussurro rouco, quase sem voz. — Eu... não sei.

A garganta queimava. Um nó preso que não descia. Arfava discretamente tentando manter a compostura, até o som de passos atrás de mim quebrar o silêncio tenso.

O cheiro da irmã celestial me alcançou antes mesmo da voz suave.

— Luna? — chamou, com cautela.

Virei devagar, encontrando os olhos dela. Seu rosto estava abatido. As mãos apertadas uma na outra. Ela não precisava dizer nada. Já estava no seu tom. Na sua energia.

Franzi o cenho, mantendo os braços cruzados para conter o tremor involuntário nos dedos.

— Sinto muito por não trazer boas notícias... — ela disse com pesar. — Não encontramos ainda uma solução, mas continuaremos pesquisando. Deve haver uma saída melhor do que essa.

Inspirei fundo. O cheiro do casaco de Daimon ainda estava em mim, e aquilo foi minha âncora.

— Eu não vou aceitar perder ele. — respondi firme. — Nem Fenrir. Eles são uma coisa só, e são parte de mim também. Eu vou até o fim... com eles.

“É isso.” rosnou Rielly, mais controlada, mas com o olhar feroz. “Vamos até o fim por eles. Por nós. Por nossa família.”

— Me diga, irmã Celeste... — minha voz saiu embargada, mas firme, como um pedido sufocado. — Qual é o sentido do Solstício? Por que fui destinada a eles se nem mesmo posso firmar nosso elo e libertá-los dessa maldição imposta pela própria Deusa?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO