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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 353

POV: AIRYS

Seu corpo estremeceu de leve sob meu toque, soltando um suspiro longo que escapou pelas narinas.

— Você não é mais sozinho, Daimon. — sussurrei em seu ouvido, minha voz baixa e rouca de propósito, atingindo o ponto exato entre o consolo e a provocação.

Seus olhos se mantinham fechados, mas o maxilar se retesou. Desci a mão vagarosamente por seu tórax, limpando com cuidado cada centímetro de sua pele quente e rígida. Senti os músculos sob meus dedos vibrarem em reação. Seu peito arfou. Um novo rosnado profundo escapou de sua garganta, como se tentasse conter algo mais primal.

Me aproximei mais, raspando os seios expostos de ele em seu corpo, só o suficiente para que notasse a minha intenção. Continuei o trajeto da bucha com os dedos por baixo, acompanhando os contornos definidos de sua barriga, a pele arrepiada reagindo ao contato quente da água misturado com o meu toque.

— Você tem uma companheira, Daimon. — insisti, firme, minha voz agora carregada de emoção. — Tem uma família. Tem um lar. Você não precisa carregar tudo sozinho... E eu não vou deixar que tente.

— Hunf. — Seus olhos se abriram lentamente, mais intensos do que antes. A cor terrosa estava viva, pulsando com um brilho carmesim que denunciava o despertar de sua fera. Seu olhar subiu pelo meu corpo despido, sem pressa, absorvendo cada detalhe, cada curva, até encontrar meus olhos. A ponta da língua passou pelos lábios, umedecendo-os devagar com aquele gesto indecente que fazia meu ventre contrair e a pele arrepiar. — Está tentando me persuadir ou me seduzir, Coelhinha?

Seu tom era baixo, rouco, e arrastado, com aquela maldita mistura de sarcasmo, ameaça e desejo que me desmontava por dentro.

— Um pouco dos dois... e confortar? — retruquei com um sorriso de canto, deixando o tom leve, mas a voz carregada de emoção.

Me aproximei ainda mais, subindo lentamente as mãos até tocar seu rosto. Senti a rigidez de sua mandíbula, o calor da pele sob meus dedos. Segurei seu rosto, fazendo-o levantar o olhar até mim, e rocei os lábios nos dele. O toque foi breve, suave, como um convite sussurrado.

— Me deixe ser para você o que você é para mim. — murmurei, com a respiração presa, sentindo meu coração acelerar, a tensão crescer.

"Você é ousada." provocou Rielly, com a cauda se agitando e as orelhas erguidas. "Mas ele está prestes a te devorar inteira, só avisando."

Seu cenho se semicerrou, intrigado, e aquilo apenas me incentivou mais. Pressionei a boca contra a dele, firme, mas com delicadeza, deixando que sentisse a minha respiração quente se misturar à sua. Sussurrei contra sua pele, sem afastar os lábios:

— Me deixa ser seu refúgio… seu abrigo quando tudo pesar, seu descanso depois da guerra… seu lar.

Ele ergueu uma das mãos e a deslizou pela minha cintura, subindo até a base das minhas costas, colando nossos corpos. A outra subiu pelo meu braço até alcançar minha nuca, segurando firme, como se dissesse sem palavras: você é minha.

— Você me desarma, Airys... — disse por fim, baixo, rouco, cada sílaba pesando no ar como uma confissão arrancada à força. — E eu odeio isso quase tanto quanto... preciso disso.

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