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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 360

POV: JASPER

Savanna me encarou com aqueles olhos verdes intensos, penetrantes, que não desviavam nem por um segundo. A pupila levemente dilatada denunciava o estado de alerta. Ela estava pronta para atacar ou fugir. Selvagem. Linda. Com uma linha de tensão na mandíbula e o queixo ainda erguido, sustentava aquela pose desafiante que, por algum motivo doentio, me deixava ainda mais atraído.

"Ela é incomum", resmungou meu lobo, com as orelhas erguidas. "Forte, imprevisível, cheira a perigo... definitivamente meu tipo."

— Então este era o seu plano? — Ela perguntou, mantendo o tom firme, irônico, mas com a voz baixa demais para ser apenas desprezo. Tinha algo ali. Um traço de curiosidade. — Me levar para um passeio, me comprar com sorvete e me fazer abaixar a guarda?

Arqueei a sobrancelha com um meio sorriso, mantendo o olhar fixo nela. Cada detalhe do seu rosto me provocava. Os lábios estavam levemente trincados pelo frio.

— Funcionou? — Arqueei uma sobrancelha com um sorriso provocador, sem pressa, deixando o peso da pergunta pairar entre nós.

Savanna franziu o cenho, rosnando em resposta, pronta para me dar uma resposta atravessada, talvez me empurrar, talvez me xingar. Mas hesitou. Seus olhos vacilaram por um segundo, como se o conflito entre fugir e ficar estivesse travando uma guerra interna.

Ela ameaçou desviar o olhar, mas antes que conseguisse, pressionei o dedo contra seu queixo, firme, sem machucar, apenas o suficiente para manter seu rosto na direção do meu.

Subi o toque com lentidão, sentindo a pele quente sob meu dedo. Rastejei até alcançar seus lábios ligeiramente rachados, que se entreabriram no exato momento em que ela prendeu a respiração. Vi o ponto em sua garganta pulsar acelerado, denunciando o esforço que fazia para manter o controle.

— Nem tudo é sobre luta ou manipulações, Savanna... — falei com calma, sem desviar dos olhos dela, deixando claro que aquilo não era mais um jogo. — Não tenho menor interesse em te ferir. Nem em te usar.

Os olhos dela piscaram devagar, como se estivesse tentando absorver minhas palavras, mas algo dentro dela, um trauma antigo, talvez, não permitia que ela simplesmente aceitasse aquilo.

— Por que não? — Ela sussurrou, a voz rouca, quase quebrada.

A pergunta saiu crua, como um estalo entre as costelas. Havia dor ali. Desconfiança. Um peso que ela não escondia, mas também não conseguia explicar. Os olhos verdes dela vagavam pelo meu rosto, buscando alguma rachadura, qualquer indício de mentira. Mas eu não tinha nada a esconder.

— Por que você seria diferente de tantos outros lobos? — ela continuou, mais baixa, o corpo tenso e o olhar desesperado por algo que fizesse sentido.

Respirei fundo.

— Acho que você já sabe a resposta, Bravinha. — Sorri de canto, deixando a voz mais baixa, mais grave, dando mais um passo à frente. Ela não recuou.

Não cruzou os braços, não desviou o olhar. Apenas me observava, atenta, como uma fera em estado de alerta. E ainda assim... ela ficou.

— Seus instintos não pedem para sair correndo quando me aproximo. Estou errado? — Questionei com calma, analisando cada movimento do seu corpo, cada oscilação na sua respiração.

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