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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 362

POV: JASPER

— Quanto aos seus irmãos... — continuei, mais sério, sem tirar os olhos dos dela. — Não posso prometer nada. Não os conhecemos. Mas posso prometer que, se forem como você, valem a pena.

Seus lábios se entreabriram em um suspiro, mas nenhuma palavra saiu. O que me deu tempo de me aproximar mais um pouco, sentindo o calor que ela tentava esconder sob toda aquela pose feroz.

— Você não precisa decidir agora. — acrescentei, o tom grave, mais íntimo. — Só não fuja da chance de ter algo diferente. Algo seu. Um lar... se quiser chamar assim.

Savanna abaixou o olhar por um instante. Seus cílios longos roçaram levemente a pele, e o silêncio que se formou entre nós não foi desconfortável… foi denso. Tenso. Como o respiro antes do salto. Ela deu um passo à frente, com a cabeça erguida novamente, me encarando.

Os olhos verdes estavam mais escuros, mais intensos. E ela estava perto. Muito perto. O bastante para o aroma da sua pele invadir meus sentidos: doce, cítrico, levemente apimentado... selvagem. Era único. Um convite que meu corpo reconheceu antes da minha mente.

“Agora você entendeu por que eu não paro de ficar alerta com ela?” resmungou meu lobo, inquieto. “Essa mulher é uma confusão em forma de tentação.”

— Jasper... — ela murmurou, a voz baixa, carregada de tensão e algo mais profundo. — Eu te conto o que precisa saber. Te dou o que está procurando. Mas em troca...

Ela hesitou, seus lábios entreabriram, o peito subindo com mais força ao puxar o ar. Os olhos vacilaram por um segundo, denunciando a luta interna que ela travava. Medo. Desconfiança. Desejo.

— Em troca? — repeti no mesmo tom, aproximando-me devagar.

Tomei a liberdade de girá-la com calma, até suas costas tocarem o muro áspero atrás. Levei as mãos à lateral de seu corpo, prendendo-a ali, mas sem tocá-la diretamente. Eu não precisava. A tensão entre nós já bastava para fazer o ar vibrar.

Seu corpo reagiu. Os pelos do braço se eriçaram. A pele do pescoço arrepiou visivelmente quando minha respiração tocou de leve sua clavícula. A pulsação sob sua garganta oscilou. Ela arfou.

Me inclinei um pouco mais, minha boca próxima à dela, mas ainda respeitando aquele último fio que a impedia de fugir. Ou de me puxar de vez.

— Diga, Savanna... — sussurrei, minha voz saindo mais grave, carregada da fome que ela despertava.

— Me deixe ir... — A voz dela saiu mais baixa, embargada, e eu notei o brilho opaco atravessar suas íris. Havia tristeza ali. Desgaste. Um pedido silencioso de espaço que lutava com o impulso de permanecer. Fiquei em silêncio, observando seu semblante exausto, o modo como suas defesas ainda estavam erguidas mesmo quando tudo nela gritava por alívio.

— Tenho uma contraproposta. — Rompi o silêncio, mantendo o tom firme.

— Não é uma negociação, Jasper... — Savanna revirou os olhos, rosnando com a voz áspera, mais defensiva do que agressiva. — É pegar ou largar.

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