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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 365

POV: RAIKER

Collen arfava, o rosto ficando vermelho, os dedos tremendo de desespero.

— Inicie o plano. — ordenei com frieza. — Diga a Malik que comece o ataque imediato às alcateias próximas. Quero o maior número de corpos possível caídos no chão. Espalhem o caos em nome do Alfa Supremo. Vamos fazer com que acreditem que sua fera enlouqueceu e que ele perdeu o controle para a maldição. — Sorri de canto, pressionando ainda mais minhas garras contra a pele de Collen, rasgando superficialmente a carne de seu pescoço. O cheiro de sangue quente se misturou ao suor que escorria dele.

O corpo dele se contorceu entre meus dedos, desesperado. Seus olhos se arregalaram, os lábios entreabertos tentando puxar o ar que eu estava negando. Seus dedos agarraram meu pulso com força, mas tremiam. A respiração estava falha, entrecortada.

— Isso vai forçá-lo a sair da toca. Vai vir atrás de nós. Desesperado. Vulnerável. — acrescentei com a voz baixa, controlada, como se aquilo fosse uma simples estratégia militar e não um massacre.

— Mas... e o Solstício...? — Collen murmurou rouco, a voz fraca, sufocada. — Raiker... eu... não consigo... respirar...

— Deixem que iniciem os preparativos. — falei com falsa calma.. — Você vai se infiltrar na alcateia e vai me trazer a filha consagrada... e a Luna Suprema. — Apertei o maxilar de Collen com uma mão só, forçando-o a se aproximar mais das minhas presas. Senti o cheiro do suor brotando sob sua pele, a pulsação acelerada batendo forte contra meus dedos.

Seu corpo endureceu no mesmo instante. A respiração curta, arfada, os olhos forçando a manter contato com os meus, mesmo que tremessem levemente. Ele sabia o que significava essa missão. Sabia o que aconteceria se falhasse.

— E de brinde... — acrescentei, aproximando os lábios do seu ouvido — faça com que Savanna elimine os outros filhotes. Um por um. Sem rastros. Sem ruído.

Ele estremecia, e não era por hesitação. Era medo. Medo puro. Medo enraizado em cada célula do corpo dele.

— Não aceitarei mais falhas da sua família, Collen. — girei seu rosto em minha direção, forçando-o a me encarar.

Sua pele estava fria, úmida. Ele engoliu em seco, com esforço.

— Lembre-se... — murmurei, baixo, cruel — Jaqueline ainda tem a pele dela colada acima do meu trono.

Soltei seu pescoço de forma brusca, mas não dei tempo para que ele se recuperasse. Imediatamente agarrei suas bochechas entre minhas mãos, forçando com brutalidade, sentindo os ossos sob a pele cederem ligeiramente à pressão dos meus dedos. Ele arfou de dor. Inclinei seu rosto para o lado, obrigando-o a encarar o corpo sem vida de sua irmã.

O corpo estava preso a uma estaca cravada no chão de pedra fria, completamente esfolado, coberto por cortes profundos e sangue seco. Os olhos de Jaqueline, opacos, quase sem vida, permaneciam abertos, fixos em um ponto qualquer, como se sua alma ainda estivesse presa no último segundo de desespero tentando sobreviver.

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