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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 366

POV: AIRYS

— Mamãe, você viu o giro que dei no ar e o golpe? — Theron perguntou com os olhos brilhando, o corpo ainda arfando, suado e eufórico pela sequência de movimentos que tinha acabado de executar.

— Eu vi, meu amor. — Respondi com um sorriso largo, curvando levemente os joelhos para ficar na altura dele, acariciando seu cabelo desgrenhado e úmido. — Foi preciso e rápido. Você está ficando cada vez melhor.

Theron deu um pulinho no lugar, empolgado, enquanto ria e batia as palmas. Seus olhinhos vibravam, e ele parecia pronto para outro combate imaginário. Do meu lado, Alec me abraçou pela cintura, tímida como sempre, mas com um sorrisinho fofo escondido no canto da boca.

— Você também viu quando o Orion pulou sobre aquele tronco? — sussurrou ela, encostando o rosto no meu quadril.

— Claro que vi, princesa. — Acariciei suas costas com delicadeza. — Seu irmão está determinado em virar um guerreiro antes dos dentes de leite caírem todos.

Alec deu uma risadinha baixa, com as bochechas corando.

Desviei o olhar para frente e meu peito quase arfou por impulso.

Daimon estava sem camisa, os músculos rígidos cobertos por uma fina camada de suor. Os ombros largos e as costas marcadas por cicatrizes pareciam ainda mais intensos sob a luz filtrada pelas árvores. A postura dele era brutal, firme, imponente... Como se a terra tivesse que pedir licença para existir debaixo de seus pés.

Orion o encarava com concentração absoluta, imitando os movimentos que o Alfa mostrava com precisão. A mandíbula do meu filho mais velho estava travada, os punhos fechados, os olhos analisando cada detalhe. Quando Daimon inclinou o corpo para frente, rugindo baixo para mostrar como o instinto se canalizava sem a transformação, Orion imitou o som com perfeição, como se já tivesse nascido com aquilo no sangue.

“Nosso companheiro é um pecado para os olhos de tão lindo.” Rielly ronronou em minha mente, farejando descaradamente na direção deles. “Não sei como conseguimos sair daquela banheira depois do que fizemos... Aliás, você saiu. Eu ainda queria mais.”

— Rielly! — Repreendi em voz baixa, sentindo o calor subir até o alto das bochechas. Arqueei a sobrancelha, constrangida e em alerta. — Se controla.

“Controlar o quê? Você viu como ele está?” rosnou em minha mente com aquele tom malicioso. “Aquela gota de suor escorrendo da barriga dele... Se eu tivesse corpo agora, você teria que me tirar de cima dele com um trator.”

Revirei os olhos por reflexo, mas antes que pudesse retrucar, senti. Ele farejou.

Daimon se virou lentamente na minha direção, como um predador farejando a presa que gemeu por dentro. Seu corpo permaneceu firme, imponente, enquanto apenas a cabeça se inclinava levemente para o lado. A pupila dele dilatou no exato segundo em que nossos olhares se cruzaram, os olhos terrosos ganharam um tom vermelho sangue sutil e ameaçador. Intenso. Quente. Direcionado.

Arfei baixinho, sentindo meu corpo reagir como se tivesse sido tocado. Minhas pernas formigaram, o estômago revirou e um arrepio atravessou minha espinha até a nuca. Merda...

— Luna — ele falou, com a voz baixa, rouca e arrastada, cada sílaba vibrando como uma ordem implícita. — Por que não se junta a nós?

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