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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 371

POV: AIRYS

Senti meu coração acelerar. O calor invadiu meu peito. As pernas ficaram tensas.

Ele desceu o rosto, roçando as presas nos meus lábios com lentidão e crueldade deliciosa. Estremeci. Um arfar escapou antes que eu conseguisse conter. O cheiro dele me envolveu, intenso, masculino, possessivo. Aquela maldita mistura que me deixava em alerta e completamente vulnerável ao mesmo tempo.

— Não deixe o seu ódio te cegar. — Ele sussurrou contra minha boca, com a voz baixa, como se me marcasse por dentro. — Precisa aprender a distinguir inimigos... de possíveis aliados.

Meu peito subiu com força. Pisquei algumas vezes, sentindo o impulso da minha loba tentando rasgar por dentro, mas o toque dele me mantinha em uma corda bamba entre raiva e desejo.

Rosnei, arqueando a sobrancelha e mordendo de leve o canto da boca, o gosto de ferro ainda preso na língua. Meus olhos buscaram os dele.

— Por que você não está do meu lado nisso? — Sibilei, sentindo meu corpo inteiro em brasa, mesmo tomada pela raiva. — Aquela mulher é a Destinada de Raiker. Tocou nos nossos filhos. Tirou sangue deles. Admitiu isso. E você quer me convencer a ouvir?

"Ele está tentando nos conter. Não vê?” Rielly rosnou em minha mente.

— Você é inacreditável, Alfa. — Rosnei, tentando me afastar. Mas ele apertou um pouco mais o aperto no meu pescoço, firme, dominante. O calor da palma dele se espalhou pela minha pele como um choque. Meus dedos tremeram. Meu corpo travou.

Os olhos dele escureceram, predatórios, analisando cada detalhe do meu rosto como se pudesse me despir só com aquele olhar. Ele deu mais um passo, rompendo o pouco espaço que restava entre nós. Nossos corpos se tocaram. Senti o calor dele contra meu ventre, meu peito arfando.

Daimon umedeceu os lábios com intenção, a ponta da língua roçando a minha boca. A tensão cresceu, me fazendo estremecer. Arfei baixo, os pelos da nuca arrepiando.

— Me solta! — Esbravejei.

— Eu jamais farei isso. — A voz dele soou baixa, áspera, cheia de comando. Em seguida, sua áurea tomou conta do ambiente, vibrando como um campo invisível de poder bruto. Antes que eu pudesse reagir, ele tomou meus lábios em um beijo bruto, possessivo, sem nenhuma gentileza. Foi intenso, selvagem.

Gemi contra a boca dele, meu corpo pressionado entre o calor da pele dele e a raiva que ainda queimava sob a superfície. Minhas mãos tocaram o peito rígido dele por instinto, mas em vez de empurrá-lo… agarrei sua camiseta com força.

Ele mordeu de leve meu lábio inferior, e senti o gosto do meu próprio desejo invadir a garganta. Um suspiro escapou. Meu quadril se curvou para frente, colando ainda mais ao dele.

— Está com raiva... — ele sussurrou entre o beijo, com um tom debochado.

Como se ele estivesse testando o limite da minha paciência, mordi seus lábios com força suficiente para arrancar um rosnado do peito dele. Ao invés de recuar, Daimon agarrou minha cintura com a outra mão, firme, possessivo, colando ainda mais nossos corpos. Arfei quando sua língua invadiu minha boca de novo, mais fundo, mais intensa, dominando cada canto como se quisesse arrancar o controle das minhas mãos.

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