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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 372

POV: AIRYS

— Acho que... devo uma dose de tequila de desculpas ao Jasper. — Resmunguei, a voz embargada pelo calor entre nós. — Uma bem generosa... se ele aceitar.

— Ele vai aceitar. — A resposta veio grave, próxima demais.

Daimon assentiu com um olhar firme, e, antes de se afastar, deslizou os dedos pelo meu rosto e empurrou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. O toque foi firme, mas cuidadoso, causando um leve arrepio que percorreu minha nuca até a base da coluna. Respirar fundo foi necessário.

Seguimos juntos pelos corredores em direção à área onde a mulher, até então desconhecida, aguardava para falar comigo. O barulho dos filhotes em treinamento ao longe tentava distrair minha mente, mas meu foco oscilava.

Virei o rosto discretamente, observando Jasper e Savanna se afastarem. Meus olhos captaram algo estranho, uma mudança sutil ao redor deles. Era como se o ar entre seus corpos pulsasse, e uma leve cintilação surgisse quando se aproximavam demais. Meus ombros enrijeceram.

Mordi a parte interna da boca, travando a mandíbula. Um calor desconfortável se espalhou pelo peito.

“Acha que ela é a segunda chance dele?” A voz de Rielly ecoou baixa e inquieta dentro de mim.

Arqueei uma sobrancelha, sem responder de imediato. A imagem de Savanna sendo segurada por Jasper momentos atrás ainda estava clara na minha memória. Ele podia ser um idiota, mas...

“Vou me sentir mal se acabar matando a possível felicidade do nosso idiota particular...” Minha loba resmungou. “Ele merece alguém, mesmo que tenha péssimo gosto...”

— Vamos torcer para Savanna ter motivos realmente fortes para justificar o que fez... — soltei entre os dentes, sem conseguir controlar a tensão nos ombros. — E que sejam melhores do que simplesmente ter se acovardado para salvar a própria pele.

Bufei, tentando conter a vontade de voltar e encarar aquela loba de frente outra vez.

— Não sei o que é, mas só de olhar para ela já me irrita. — Confessei entre um suspiro impaciente e o arquear involuntário das sobrancelhas.

Rielly se agitou sob minha pele, arranhando minha mente.

“Aqueles olhos... lembra de Jaqueline.” Bufou Rielly em alerta. “E o cheiro... há algo ali. Algo familiar. Quase igual. Savanna nos faz lembrar da traidora.”

Assenti com um leve movimento de cabeça, os ombros ainda tensos, a respiração pesada. Meus passos ecoaram pelo salão silencioso enquanto cruzava as portas do conselho. Assim que alcancei o trono ao lado do Supremo, deslizei para o assento sem tirar os olhos da entrada. O couro macio sob mim rangeu levemente quando apoiei os braços nos apoios, as unhas se projetando em garras afiadas que rasgaram o estofado sem piedade.

O cheiro de tensão invadiu minhas narinas antes mesmo da presença ser revelada. Um segundo depois, as portas se abriram com força, e Stephan empurrou a figura que tanto exigira me ver. Me inclinei à frente, o corpo estremecendo. Meus olhos arregalaram em choque, e um rosnado baixo vibrou na garganta, escapando por entre os dentes cerrados.

— Eloy... — O nome saiu como uma acusação, cortado por presas. — Maldito seja...

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