POV: DAIMON
— Coelhinha… inocente demais achar que conseguiria escapar de mim. — Rosnei baixo, com o peito vibrando, pressionando a ponta da garra contra a pele do pescoço dela. O arranhão foi sutil, calculado, o bastante para que um filete de sangue quente escorresse. Aproximei os lábios e deslizei a língua por sua pele, provando seu gosto. Doce. Provocante. Tão viciante quanto ela.
Airys gemeu, o som escapando trêmulo. Seu corpo se arqueou, a pele arrepiando sob a minha boca como se implorasse por mais. Aquele som dela era um vício. Um convite.
— Me deixe aliviar suas emoções, minha Luna. — Murmurei rouco, saboreando cada segundo daquela rendição.
— E como o honrado Alfa Supremo pretende fazer isso? — Ela sussurrou contra minha pele, atrevida, cravando os dedos nos meus cabelos e puxando com firmeza. O gesto me arrancou um riso baixo.
"Ela tem mais coragem que juízo. Que delícia." Fenrir vibrou em minha mente, faminto. "Vamos fazer essa fêmea implorar com a voz entrecortada de tanto gozar."
Segurei sua nuca com uma das mãos, inclinando seu queixo. Nossos olhos se prenderam. O dela desafiador. O meu, faminto.
— Primeiro, vou te deixar nua. Sem pressa... — falei próximo demais, deixando o hálito quente bater contra seus lábios. — Preciso ver cada delicioso centímetro da mulher que me pertence. E depois... — Toquei sua coxa, subindo a mão com lentidão até sentir o calor úmido entre suas pernas. — Vou provar exatamente o que me faz perder o juízo.
Ela arfou. As pernas vacilaram. Os dedos em meu cabelo tremeram.
— Droga... — murmurou, tentando conter o gemido que escapava. — E depois?
— Deixarei você descontar toda a sua fúria... em mim. — Rosnei contra seu ouvido, minha voz rouca e baixa, cheia de intenção. Minhas mãos deslizaram pela sua cintura até agarrá-la com força. A ergui com um movimento firme, e as pernas dela se entrelaçaram na minha cintura com uma naturalidade indecente.
Pressionei-a contra a parede com meu corpo, sentindo os seios dela subirem e descerem com a respiração acelerada. Beijei sua clavícula, deslizando os dentes pela pele sensível até o limite do decote. Quando a ponta da minha língua tocou sua pele exposta, ela estremeceu violentamente contra mim, arfando, deixando escapar um gemido curto, quente, implorando por mais.
— Mas se continuar gemendo assim... — murmurei com a boca colada à pele dela, deslizando os lábios até sua orelha. — A guarda inteira vai invadir este corredor achando que estou te atacando.
— Daimon! — Airys soltou surpresa, envolvendo os braços em volta do meu pescoço afundando o rosto contra minha pele.
"Ela é nossa. Gritando, arfando, implorando... Quero ver essa safada implorar pelo alívio que só a gente pode dar." Fenrir vibrou com um ronco predatório.
Meus olhos cintilaram em vermelho vivo. Um sorriso lento e indecente se formou nos meus lábios.
— Vai gemer meu nome até ficar rouca, pequena. — Sussurrei rouco, com os olhos fixos nos dela.

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