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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 395

POV: DAIMON

— Supremo, por favor! — Malik berrou com a voz rouca e quebrada, quando afundei a garra entre suas costelas, quebrando o osso com um estalo seco, mas evitando perfurar o pulmão. Seu corpo inteiro tremeu com a dor. — Aí... Deusa...

— Nem ela vai te salvar de mim! — Rosnei, com a voz carregada de ódio, arrancando a mão apenas para cravar as garras na abertura da próxima costela. Subi lentamente por cada espaçamento, abrindo carne e arrancando gritos agonizantes. Malik se debatia como um animal preso, as veias do pescoço saltando enquanto tentava se livrar.

Segurei sua cabeça e o girei com brutalidade, esmagando suas costas contra o tronco de uma árvore. O impacto tirou todo o ar de seus pulmões; ouvi o chiado da respiração falhando enquanto o sangue jorrava da ferida aberta. Seus lábios estavam roxos e trêmulos, a pele úmida de suor frio.

— Por favor... por favor... me mate. — Ele gaguejou entre soluços e sangue escorrendo pelos dentes quebrados. — Eu te imploro... misericórdia.

"Olha só, Alfa... agora ele implora por morte, como um filhote fraco. Eu disse que seria divertido. Vamos brincar mais um pouco." Fenrir falou, sua voz baixa e excitada, como se saboreasse cada segundo. "Arranca as unhas dele, uma por uma, depois vamos para os olhos. Quero ver até onde vai o grito desse verme."

— Não foi o que minha pequena pediu no dia do leilão? — Rosnei, a voz vibrando de ódio, as presas à mostra. — Ou nas malditas filmagens em que a marcaram sem piedade, tentando forçar a transformação?

A lembrança do desespero de Airys incendiou minha mente. Minhas pupilas dilataram em um tom selvagem. Agarrei Malik pelo pescoço com uma mão, erguendo-o como se fosse um brinquedo quebrado. Com a outra, desci a garra, afundando o dedo no centro do seu tórax. Senti a carne ceder, a pele rasgar, e continuei descendo pelo abdômen até alcançar as vísceras quentes. A sensação viscosa gritou contra meus sentidos.

— Aí... por favor... Eu sinto muito! — Malik uivou, um grito gutural que quase se confundia com o de um animal ferido. — Me ajudem!

Seus olhos desesperados se voltaram para o grupo restante. Menos de dez lobos ainda estavam de pé, a respiração irregular, corpos manchados de sangue. Eles tremiam, divididos entre fugir e enfrentar o próprio fim, enquanto meus soldados os cercavam com um prazer cruel estampado nos rostos.

"Olha para isso, Alfa... nem coragem eles têm. São como presas encurraladas." Fenrir gargalhou com um tom ácido, quase excitado.

— Miseráveis. — Minha voz saiu como um rugido, profunda e cortante. — Vocês não valem o sangue que derramaram hoje.

Malik arfava, o corpo inteiro tremendo.

— Deveria se envergonhar, Alfa... — Minha voz saiu carregada de desprezo enquanto o fitava de cima. — Está em sua forma Lycan e não consegue derrubar um mero homem?

Puxei a mão coberta de sangue, estendendo ainda mais as garras, o brilho frio delas refletindo nos feixes de luz da lua. O sangue escorria em gotas pesadas, caindo no chão e formando pequenas poças ao redor.

— Você sabia que não podia me enfrentar, Malik. — Avancei um passo, a sombra do meu corpo projetando-se sobre o dele, que tremia como uma presa encurralada. — Por que me atraiu até aqui? Onde está Raiker?

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