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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 397

POV: DAIMON

Após inúmeras varreduras em várias alcateias e batalhas sangrentas, ainda nada de Raiker. Aquele maldito parecia conseguir camuflar o próprio cheiro pútrido e maligno, como se estivesse brincando com a nossa caçada.

“Precisamos voltar.” Fenrir rosnou em minha mente, sua voz carregada de irritação, enquanto forçava nossa cabeça a se erguer para o céu. “Não temos mais tempo para ficar desperdiçando energia caçando.”

— Ficaremos expostos durante o ritual, lobo. — Respondi entre dentes, bufando, o ar pesado saindo em ondas quentes. Estendi as mãos para frente e percebi que a forma Lycan já não regredia mais. Pelo contrário, os músculos aumentavam, os ossos pareciam querer se romper para ceder espaço à mutação. — Está ficando difícil de conter.

“Você não está entendendo, Alfa.” Fenrir sibilou, a voz vibrando como se estivesse colada ao meu crânio. “O chamado da Lua está nos rasgando por dentro. Ou terminamos isso agora, ou será tarde demais para qualquer um sobreviver à nossa fúria.”

Meu corpo ardia. A pele pulsava sob a pressão da mutação, e os dedos se abriram com dificuldade, as garras já expostas e latejando de dor. Cada respiração parecia incendiar meus pulmões, e uma onda de fúria seca e insaciável me consumia.

“Sele o meu destino no ritual, Alfa idiota, e acabe logo com seu irmão.” Fenrir bufou, roçando as garras afiadas na minha mente. “Pare com esse sentimentalismo patético. Você é apenas uma casca agora. Não tem mais utilidade para mim.”

— Sinto cada uma das suas emoções, Fenrir. — Respondi com a voz baixa e arrastada, estalando a língua com uma mistura de irritação e cansaço. Meu corpo latejava, não pela guerra, mas pelo peso da maldição. — Suas palavras não vão me afastar. Não vou te abandonar.

“Animal estúpido.” Ele rosnou com desprezo, e senti suas presas roçarem a minha consciência como se quisesse me dilacerar de dentro para fora. “Se fosse o contrário, eu...”

— Você se manteria. — Completei, sorrindo de canto, mesmo exausto, com um tom presunçoso. — Nunca fomos muito inteligentes, não é?

Retornamos à alcateia. O caos havia sido contido, mas o cheiro de sangue e ferro ainda impregnava o ar. Os anciões do conselho uivavam em celebração, narrando suas vitórias, as marcas da batalha ainda vivas em seus corpos. As perdas haviam sido poucas, mas o peso do que enfrentamos se refletia no brilho selvagem dos olhos de cada um.

— Esta nova geração de Alfas é mais fraca do que imaginávamos. — Um dos anciões rosnou, a respiração pesada, o corpo manchado de sangue seco. — Fora o Supremo, não vi nenhum capaz de lutar à nossa altura.

— Bem, temos Stephan, e por sorte ele ainda está ao nosso lado. — Outro ponderou, a voz cautelosa, mas com um tom firme. — Soube que ele foi localizado e libertado. Estava preso... e haviam enchido o corpo dele de prata.

A notícia me fez parar por um instante. Senti meus ombros tensionarem, e os dedos se fecharam em punhos, as garras arranhando minha própria pele.

— Onde ele está? — Perguntei em um tom grave, virando levemente a cabeça, meus olhos fixos no ancião que trouxe a informação.

“Se ele sobreviveu depois de ter prata nas veias, então talvez mereça um pouco de respeito. Mas quero ver se ainda tem fôlego para lutar ao nosso lado.” Fenrir grunhiu com sarcasmo, sua voz predatória ecoando dentro de mim. “Se não tiver, melhor arrancarmos a cabeça dele antes que vire peso morto.”

— No hospital, meu rei. — O ancião respondeu, a voz carregada de respeito. — A Luna conduziu os cuidados com uma maestria impressionante. É, de fato, uma loba notável.

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