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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 400

POV: AIRYS

— Não vai. — Respondi firme, mesmo com a alma em pedaços. — Você não vai perder nem a mim, nem a ele. Eu prometo!

Me afastei só o suficiente para olhar em seus olhos marejados, acariciando os cabelos escuros dele com cuidado, enfiando os dedos entre os fios grossos.

— Mas preciso que me prometa uma coisa, está bem? — Toquei de leve a têmpora dele, sentindo o calor que ainda vibrava ali. — Preciso que guarde isso em segredo. Por enquanto. Não quero preocupar seus irmãos.

— Não gosto de guardar segredos deles. — Orion resmungou, encostando a ponta do nariz na minha. — Mas... tem a minha palavra, vou te ajudar, mamãe. Não precisa se preocupar.

Toquei suavemente seu rosto, sentindo a pele quente, e arqueei uma sobrancelha para esconder a emoção que ameaçava escapar.

— Você é mesmo um filho de ouro, Orion. — Murmurei com um sorriso sincero, pressionando um beijo demorado na bochecha dele. — Eu confio em você.

Ele fechou os olhos por um segundo, como se quisesse absorver a segurança que eu tentava passar.

“Esse filhote vai ser um Alfa de respeito, igual ao pai dele.” Rielly comentou na minha mente, com um tom orgulhoso e feroz. “Ele já tem aquele olhar de quem enfrentaria o mundo por você.”

Soltei um suspiro profundo, passando os dedos pelos cabelos dele uma última vez antes de me levantar. Senti as pernas pesadas, mas dei um passo firme em direção à porta.

— Fique perto dos seus irmãos e corram para o bunker se algo mudar. — Ordenei com um aceno rápido, enquanto ele assentia sério, como se fosse um guerreiro recebendo uma missão.

O procurei por toda a alcateia, na sacada do nosso quarto, lá estava ele. Daimon tinha se banhado, mas ainda exalava aquele aroma selvagem misturado ao uísque. Estranhamente, vestia uma camisa preta de manga comprida, fina o suficiente para marcar os músculos rígidos e tensos por baixo do tecido.

A calça de moletom escura pendia de forma relaxada, contrastando com a tensão evidente de sua postura. Ao lado, uma garrafa de uísque quase vazia repousava, enquanto ele encarava o horizonte.

— Me trocou por uma garrafa de uísque, Supremo? — Sussurrei contra suas costas, minha voz baixa, carregada de sarcasmo. — Deveria ficar ofendida.

Ele não se moveu. Apenas respirou fundo, e eu percebi seus ombros se contraírem, cada músculo rígido como se estivesse prestes a explodir.

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