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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 403

POV: AIRYS

Lentamente, o olhar predatório dele subiu, queimando cada centímetro do meu rosto até parar nos meus lábios. Em um movimento rápido, brutal e cheio de posse, rompeu a distância entre nossos corpos. Sua mão firme me puxou pela cintura, colando-me contra o peito quente e rígido, e então tomou meus lábios com uma intensidade avassaladora, como se me reivindicasse de uma vez por todas.

Sua outra mão subiu até minha nuca, os dedos enroscaram nos fios do meu cabelo, puxando levemente de um jeito que fez minha pele arrepiar inteira. Um gemido baixo escapou da minha garganta, e arfei contra seus lábios, tomada pela força crua dele, pela forma como me dominava sem pedir permissão.

Quando ele finalmente rompeu o beijo, nossas testas se encostaram, e sua respiração quente e pesada se misturou à minha.

— Você está linda. — A voz grave dele veio com um rosnado rouco, as palavras carregadas de desejo e poder. Seus olhos, antes selvagens, brilhavam com algo ainda mais intenso. — Minha Luna.

“Como viver uma vida sem estes beijos?” Rielly ronronou.

Meus olhos ardiam, as lágrimas contidas ameaçando cair enquanto um sorriso fraco se formava no canto da minha boca. Senti o calor subir pelo rosto, ruborizando minha pele, quando as irmãs Celestiais se aproximaram. Elas começaram a formar o círculo com passos firmes e uma presença que parecia pesar no ar. Ajustei a postura, respirando fundo para manter a compostura, mas não consegui impedir que minha mão fosse ao rosto, secando discretamente o canto dos olhos.

Daimon inclinou a cabeça para o lado, os olhos semicerrados e atentos, como se cada detalhe do meu corpo, cada gesto, fosse gravado em sua memória. Havia algo predatório e, ao mesmo tempo, doloroso em seu olhar.

— Pequena... Eu... — A voz dele veio grave, seguida de um rosnado baixo que vibrou entre nós, me fazendo estremecer. A palma quente e áspera deslizou pelo contorno do meu rosto, subindo com uma lentidão que me fez prender o ar. Fechei os olhos, entregando-me ao toque, absorvendo cada sensação.

Deusa, como eu o amava!

— Não faça isso... — Minha voz saiu em um sussurro implorado. Abri os olhos devagar e encontrei os dele, franzidos, cheios de algo sombrio e contido. — Não desista da gente... não desista de você, por favor.

— Hunf, obrigado. — A curva do sorriso em seus lábios foi lenta, quase perigosa, enquanto seus dedos firmes apertaram meu queixo, me obrigando a sustentar o peso intenso do seu olhar. Sua pele quente queimava contra a minha, e o toque, mesmo bruto, fez meu corpo estremecer inteiro. — Por me ensinar o que é o amor.

— Daimon... — Murmurei, sentindo um nó apertar minha garganta, meu coração disparando no peito. Arfei baixo quando seu polegar deslizou devagar sobre meu queixo, traçando uma linha quente que parecia cravar fogo na minha pele.

Ele inclinou o rosto, aproximando os lábios do meu, quase roçando.

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