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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 404

POV: AIRYS

Ele rosnou alto, a vibração daquele som fez minha pele arrepiar inteira. Havia um brilho selvagem e possessivo em seus olhos, algo entre desejo e loucura, quando suas mãos fortes deslizaram por minha cintura e, num movimento firme, puxaram meu corpo contra o dele. Senti os dedos se entrelaçarem nos meus fios, puxando-os levemente para trás, expondo ainda mais meus ombros e meu pescoço para ele.

As presas de Daimon roçaram devagar na minha pele quente, um toque ameaçador que me fez suspirar, o corpo inteiro respondendo àquele contato predador. Ele seguiu com a boca até o ponto exato do meu ombro onde sabia que me marcaria. O beijo foi lento, quase reverente, carregado de devoção e posse. Em seguida, senti a pressão intensa e, em um segundo, suas presas se cravaram fundo na minha carne.

Um gemido escapou da minha garganta, involuntário, a onda de êxtase tomando cada fibra do meu corpo. Minhas pupilas dilataram e minhas pernas fraquejaram, o calor da marca queimando e se espalhando por todo meu ser. Ele me segurou mais firme, como se quisesse gravar para sempre que eu era dele, apenas dele.

Quando a irmã celeste ergueu a mão para o céu, apontando para a Lua em seu ápice, entendi o sinal. Sem hesitar, assenti, puxando a ampola escondida na manga do vestido. Levei-a aos lábios tomando, enquanto Daimon continuava a lamber e beijar o local da marca

Era minha vez de marcá-lo, mas minhas mãos tremiam levemente. Fiquei na ponta dos pés, puxando-o para mim, segurando firme seu rosto entre as mãos. Beijei seus lábios devagar, distribuindo selinhos quentes por toda a boca dele, saboreando cada toque, cada segundo. Meu coração batia rápido, quase doloroso. Arfei contra seus lábios, sentindo o calor dele misturado à minha própria ansiedade, e sussurrei com a voz embargada.

— Eu te amo muito. — A confissão escapou com a respiração presa, meus olhos úmidos se encontrando com os dele. — Muito mesmo, Daimon.

Seus olhos queimavam ao me encarar. Ele soltou um suspiro profundo, grave, como se sentisse minha alma atravessar a dele, e suas mãos grandes vieram firmes no meu quadril, puxando-me ainda mais para o seu corpo quente e sólido.

— Eu sei... — Sua voz saiu rouca, carregada de emoção. — Eu sinto, coelhinha... — Seus dedos apertaram meu quadril com força, como se quisesse me lembrar de que eu era dele e de mais ninguém. — Me marque!

Mordi a ponta do seu queixo, provocando-o de propósito, sentindo a tensão em seus músculos. Deslizei pelos contornos de seu pescoço, absorvendo cada nuance de seu aroma quente e selvagem, até alcançar o ombro largo. Minhas presas se projetaram instintivamente, beijei o local devagar, saboreando sua pele antes de cravar com força. O gosto metálico do sangue dele se espalhou pela minha boca, e Daimon rosnou alto, um som carregado de prazer bruto, as mãos enormes apertando meu quadril com tanta força que estremeci, sentindo a faísca do desejo desperto vibrar entre nós.

Dei um passo para trás, me afastando de repente, e vi seus olhos se estreitarem em pura confusão.

— Me perdoe, mas eu me recuso a te perder. — Minha voz saiu firme, mesmo com o coração em disparada. Levei a palma da mão aos lábios e mordi fundo, rasgando a pele até o sangue escorrer quente. Fiz o mesmo com a outra mão, sem hesitar, e as levei ao meu ventre, sentindo o calor se misturar ao da minha própria essência. — Minha fertilidade... pela sua vida. Pela sua libertação!

— Airys, não! — O rugido dele reverberou no ar, profundo e brutal, enquanto cambaleava para trás, balançando a cabeça em negação. O Solstício dominou o céu, mergulhando tudo em uma escuridão densa, quase sufocante.

Seus olhos se tornaram poços sombrios, completamente negros, apenas um brilho carmesim os cortava, ameaçador. Cada rosnado que saía de sua garganta era mais grave e agressivo, como se a fera dentro dele estivesse prestes a tomar o controle total. Vi seu corpo expandir, músculos rasgando a pele, ficando maior, mais monstruoso, as garras saltando afiadas, e as presas, longas e salivantes, pingando no chão.

— Se afastem! — A ordem saiu em um rugido tão imponente que senti o corpo inteiro tremer. — SAIAM TODOS!

As irmãs Celestiais se entreolharam, mas mantiveram suas posições, alterando a melodia. A cantoria mudou para algo mais denso, quase um lamento profundo, e imediatamente as luzes do círculo que nos envolvia se tornaram de um vermelho sangue:

“Deusa da Lua, Divindade dos Lupinos,

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