Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 427

POV: RAIKER

— Maldito, como você ainda se move? — Rugi, furioso, sentindo as garras dele rasgarem minhas costas sem piedade. O impacto me jogou de joelhos no chão encharcado de sangue.

— Família... — A voz dele saiu rouca, arrastada, como se arrancada de dentro da garganta. Os olhos estavam completamente negros, consumidos pela maldição. Mas por um instante, bem no fundo, os tons terrosos piscaram, como um lampejo de quem ele foi. — Meus filhos... Theron...

— Desgraçado... — Cuspi sangue, minha mandíbula tremendo de dor. — Era pra você estar completamente fora de si. — Meu peito arfava, cada respiração era uma faca cravada no pulmão. — Porra, Daimon... Você sempre foi o mais teimoso.

Ele não hesitou. Avançou.

Gritei quando os dentes dele cravaram fundo nos meus ombros. A carne rasgou. O som abafado do meu próprio osso se partindo me fez perder o ar por segundos. O gosto de sangue invadiu minha boca.

““Deixa-o terminar logo." A voz fraca e sussurrante do meu lobo se arrastou. "Não vai mudar nada... Estamos ferrados. Aceita."

— Cala a boca. — Rosnei, sentindo meu corpo falhar de novo. — Nem morto eu deixo esse desgraçado vencer.

As patas pesadas de Daimon pressionavam meu corpo contra o chão. O sangue escorria quente, queimando a pele aberta. Minha cabeça latejava. Meus dedos tremiam sem força.

Mas ele hesitava.

Mesmo possuído, mesmo quebrado, ele ainda murmurava nomes. Os nomes dos filhos.

— Eu preciso voltar para eles. — A voz dele saiu rouca, arrastada, como se cada palavra fosse um esforço contra algo que o rasgava por dentro. Rosnou baixo, os olhos negros piscando instáveis. — Não posso... minha pequena... minha coelhinha... ela precisa de mim...

A cabeça dele balançava involuntária, como se lutasse contracorrentes invisíveis. Seus punhos estavam cerrados, o corpo tremendo, músculos tensionados ao limite, e mesmo assim... ele continuava de pé.

— Então é por ela? — gargalhei, descrente, deixando a ironia escorrer em cada sílaba. — É esse amor ridículo que te mantém rastejando nessa lama? — Segurei o pescoço dele com as duas mãos e o lancei contra o chão com força, sentindo o impacto vibrar nos ossos. — Prefere se agarrar a esse lixo de sentimento do que aceitar o alívio da morte?

Cravei as garras no ombro dele, girando com crueldade até ouvir o estalo.

— Você é mais fraco do que eu pensava, Daimon.

"Mata logo ele. Ele já era. Só está se arrastando por pena de si mesmo." murmurou meu lobo, a voz cortante e nojenta como sempre. "Ele teve chance, e desperdiçou. Vamos acabar com isso."

— Não vou morrer... — ele arfou, a voz falhando entre os dentes cerrados. Os pelos negros grudavam no próprio sangue, o corpo coberto de feridas abertas, e mesmo assim, ainda se arrastava.

Ridículo.

— Tanto poder desperdiçado em você. — cuspi, agarrando seu pescoço com uma das mãos e socando o rosto dele com a outra. — Você conseguiu enfraquecer até o Fenrir... Tudo isso por causa desses sentimentos estúpidos.

Ele não reagia. Só respirava com dificuldade, os olhos abertos, fixos em algo que nem sei se estava ali.

"Acaba com ele logo. Tá só ocupando espaço. Esse aí já perdeu." rosnou meu lobo, covarde como sempre, mas faminto por ver sangue escorrer.

Apertei ainda mais seu pescoço, sentindo a carne ceder sob minhas garras. A pele rasgava, o sangue quente descia por meus dedos, e mesmo assim ele não me olhava com medo.

Tremia. Mas não de pavor.

Era como se estivesse lutando contra si mesmo por dentro. A respiração fraca, entrecortada, os músculos se contraindo em espasmos.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO