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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 438

POV: AIRYS

— Garanta que Theron receba os tratamentos médicos com Savanna. Nada de atraso, nada de improviso. — continuei, a voz firme, sem margem para questionamento.

Ele assentiu com um único movimento, breve, silencioso. Os olhos dele disseram tudo. Ele não ia falhar.

Arfei, os ombros tremendo com o esforço para me manter centrada. A tensão sob a pele era constante. A vontade de seguir adiante era brutal. Mas eu precisava garantir a retaguarda.

— Stephan vai administrar a alcateia na minha ausência como Alfa interino. — informei, com clareza. — Os anciões já estão organizados em turnos. A proteção civil será reforçada pelos soldados de elite.

Me virei lentamente para encarar Jasper. Ele se afastou da sombra da torre e caminhou até mim, pingando da cabeça aos pés, mas como sempre, com a expressão carregada de sarcasmo engolido na ponta da língua.

— E você, Jasper... — continuei arqueando uma sobrancelha. — É o beta dessa matilha. Guardião dos meus filhos. Não falhe novamente!

— O que você está pensando em fazer?! — Jasper agarrou meu braço, tentando me conter.

— Eu? — perguntei, sem me virar. Meus olhos estreitaram. E então… soltei.

Minha áurea explodiu de dentro para fora.

Uma descarga quente, intensa, viva.

Jasper recuou no mesmo instante, soltando meu braço como se tivesse tocado fogo.

Os olhos dele se arregalaram. O corpo deu um passo atrás, completamente atônito.

— Sua pele... — ele gaguejou, sem conseguir desviar o olhar. — Está... quente. Muito quente!

— Eu vou mostrar para a Deusa Lua... — falei entre os dentes, com os olhos fixos no céu carregado — ...porque eu sou a PORRA da consagrada escolhida!

"É isso. Chega de reverência. Hora de fazer essa Deusa sangrar." Rielly rugiu em minha mente, selvagem.

Meu corpo começou a se expandir.

A dor foi extrema. Ossos quebrando e se ajustando. Músculos rasgando e se moldando.

Mas eu não gritei. Eu não hesitei.

Me transformei.

A enorme loba branca tomou forma no centro da trilha lamacenta.

Os olhos dourados brilharam com violência.

A respiração arfante saía em nuvens.

A aura era cortante. Intocável. Impossível de ignorar.

Majestosa.

Imponente.

Letal.

Avancei devagar, cravando as garras no solo encharcado, sentindo o cheiro da chuva, da terra... e do medo.

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